Globo — A emissora iniciou uma reestruturação de alto impacto na cúpula: três executivos deixaram os cargos em reação à negociação dos direitos da Copa do Mundo de 2026, movimento que já redesenha responsabilidades na diretoria de TV e nos estúdios.
- Flash resumo: Três saídas na alta gestão ligadas à decisão de não comprar o pacote completo de 104 jogos da Copa, com mais de 50 partidas ficando exclusivas em outra plataforma.
Quem saiu e o vácuo na liderança
Foram desligados Manuel Belmar (Diretor de Finanças e Estrutura), Manuel Falcão (Marca e Comunicação Institucional) e Pedro Garcia (Direitos Esportivos). A movimentação foi anunciada nesta sexta-feira (04) e é considerada uma das maiores mudanças na cúpula dos últimos dez anos.
Há expectativa interna de que Amauri Soares, atual diretor-executivo da TV e dos Estúdios Globo, passe a ter ainda mais protagonismo, com apoio do conselho de administração, enquanto Fernando Ramos, diretor-executivo de Parcerias Estratégicas de Distribuição, pode ampliar atribuições na nova configuração.
A movimentação ocorre na estrutura da Globo, que agora precisa preencher lacunas operacionais e ajustar fluxos de decisão em áreas-chave como direitos esportivos e finanças.
A emissora reconheceu internamente que a decisão de não adquirir todos os jogos da Copa do Mundo de 2026 foi um erro e motivou a reestruturação da cúpula.
O que houve com os direitos da Copa e o impacto prático
A negociação dos direitos da Copa do Mundo de 2026 foi o gatilho da mudança: a Globo optou por não adquirir o pacote completo de 104 jogos, resultado que deixou mais de 50 partidas exclusivas em outra plataforma, o que agravou críticas internas sobre a estratégia adotada.
O que você acha dessa polêmica? Para acompanhar mais cobertura sobre programação e audiência, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Quais executivos deixaram a Globo na reestruturação anunciada?
A Globo comunicou a saída de três executivos nesta sexta-feira (04): Manuel Belmar, diretor de Finanças e Estrutura; Manuel Falcão, de Marca e Comunicação Institucional; e Pedro Garcia, responsável por Direitos Esportivos. As mudanças fazem parte de uma reestruturação considerada significativa na cúpula da emissora.
Por que a Copa do Mundo de 2026 motivou mudanças na Globo?
A Copa do Mundo de 2026 motivou a reestruturação porque a Globo não adquiriu o pacote completo de 104 jogos, deixando mais de 50 partidas exclusivas em outra plataforma, o que gerou avaliação interna negativa e levou a revisões na cadeia de comando da área esportiva e financeira.
Como a saída de Manuel Belmar e Pedro Garcia se relaciona aos direitos da Copa?
Na Globo, Manuel Belmar e Pedro Garcia foram responsabilizados por não adquirirem os direitos dos 104 jogos da Copa do Mundo de 2026, decisão que resultou em mais de 50 partidas fora da grade da emissora e se tornou o principal fator apontado para a mudança na direção.
Quem pode ganhar espaço na estrutura da Globo após as demissões?
Na Globo, Amauri Soares aparece como provável ampliador de poder: ele é o diretor-executivo da TV e dos Estúdios Globo e pode assumir funções mais estratégicas, enquanto Fernando Ramos, diretor-executivo de Parcerias Estratégicas de Distribuição, deve ver sua atuação ampliada em novas áreas.
A Globo reconheceu algum erro sobre a estratégia da Copa de 2026?
A Globo reconheceu internamente que a decisão de não comprar o pacote completo da Copa foi um erro após a realização do torneio, disputado entre junho e julho; essa avaliação negativa foi determinante para a reestruturação e para a cobrança sobre a gestão dos direitos esportivos.
Vinicius Balbino
