Google — a empresa envia um protótipo do Project Suncatcher à órbita baixa para testar se aceleradores de IA projetados para data centers resistem ao ambiente espacial, uma etapa que pode mudar como se pensa em computação e energia em órbita.
Janela de lançamento e o que está em jogo
A missão Transporter‑18 tem janela prevista para abrir às 15h18 no horário de Brasília, com duração de 58 minutos, e partirá da Vandenberg Space Force Base, na Califórnia. O foguete Falcon 9 será o veículo responsável por colocar o protótipo em órbita baixa, e a separação das cargas começará pouco menos de uma hora após a decolagem.
A expectativa é que a transmissão oficial comece cerca de 15 minutos antes da janela, e os primeiros marcos do voo incluem a separação dos estágios e o retorno do primeiro estágio para pouso.
O satélite experimental transporta quatro TPUs Trillium para avaliar vibração, radiação e soluções de resfriamento em órbita, ações essenciais para decidir se hardware de IA pode operar fora da Terra.
O que o protótipo testa e por que importa
O protótipo do Project Suncatcher embarca quatro TPUs da geração Trillium, aceleradores de sexta geração concebidos para cargas de IA. O objetivo é observar desempenho e confiabilidade frente a vibração do lançamento, doses de radiação e as dificuldades térmicas do vácuo.
M5 MacBook Air: até $150 de desconto em modelos selecionados
Leia a matéria completa →
Ar-condicionado 12.000 BTU: Daikin lidera com 350 kWh/ano
Leia a matéria completa →
Habeas Corpus: Larissa revelou ser autora do incêndio
Leia a matéria completa →
Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Nos laboratórios, as TPUs foram submetidas a testes de vibração e radiação, incluindo ensaios em que apresentaram resistência a uma dose ionizante superior àquela prevista para cinco anos de missão; o voo permitirá comparar esses resultados com o comportamento real em órbita. Além disso, a arquitetura estudada mira aproveitar energia solar — em determinadas órbitas a captação pode chegar a até oito vezes a de instalações terrestres —, mas exige soluções de comunicação e arrefecimento inéditas.
Entre os desafios técnicos principais está o resfriamento: sem ar para convecção, o projeto testa combinações de tubos de calor e radiadores para dissipar energia térmica gerada pelas TPUs.
Foto: Divulgação
O que você acha? Você acredita que testar aceleradores de IA em órbita pode acelerar a expansão da infraestrutura de computação espacial? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Que horas é o lançamento do Project Suncatcher no Brasil?
O Project Suncatcher parte na janela da missão Transporter‑18, com abertura às 15h18 no horário de Brasília e duração prevista de 58 minutos. O lançamento ocorrerá a partir da Vandenberg Space Force Base, e a transmissão oficial costuma começar cerca de 15 minutos antes da decolagem.
O que o Project Suncatcher do Google está levando ao espaço?
O Project Suncatcher embarca quatro TPUs Trillium, aceleradores de IA de sexta geração, montados num satélite-protótipo em parceria com a Planet. O objetivo é testar resistência a vibração, radiação e variações térmicas; em laboratório as TPUs suportaram doses ionizantes superiores às previstas para cinco anos em órbita.
O Project Suncatcher é um data center espacial?
O Project Suncatcher não é um data center; trata-se de um teste de hardware para avaliar se chips de IA podem operar em órbita. A pesquisa inclui planos para 2027, quando dois satélites devem testar comunicação por lasers e validar a arquitetura necessária para escalonamento, além de soluções de resfriamento como tubos de calor e radiadores.
Marcos Antonio