Googlebooks — a nova família de notebooks do Google estreia com uma mudança estrutural: o sistema operacional GooglebookOS usa o kernel do Android em vez do kernel especializado do ChromeOS, uma decisão que pode redefinir compatibilidade, desempenho e o papel desses aparelhos como complementos do celular.
Arquitetura e promessa: mais Android do que ChromeOS
O GooglebookOS foi construído com foco em integração com o ecossistema Android: recursos como app casting, compartilhamento de arquivos sem fio simultâneo e suporte a apps otimizados para telas maiores aparecem como pilares do conceito.
O hardware de lançamento inclui unidades com processadores Intel Core Ultra Series 3 e versões rodando Snapdragon X Elite. A primeira leva com cinco modelos chega em 5 de outubro, colocando esses trade-offs de arquitetura em evidência logo no lançamento.
“Esse kernel traz muitas coisas vindas de telefones, mas não tinha ao redor aquilo que você precisa para desktops. Como o lançador, que é totalmente novo. Nós basicamente pegamos ideias do ChromeOS e reescrevemos.” — Michael Wendling
Limitações, compatibilidade e futuro do ecossistema
Testes iniciais apontaram ausências de funcionalidades clássicas de desktop, como operações de arrastar na área de trabalho que foram identificadas como bugs ou lacunas ainda a serem finalizadas antes do lançamento amplo.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Também há risco de dispositivos e periféricos caírem “entre as malhas”: a equipe incorporou suporte de periféricos herdado do ChromeOS para mice e teclados, mas legados de drivers e apps podem não funcionar tão bem — situação que lembra o lançamento de CPUs ARM para PC em 2024, quando compatibilidade foi um problema.
Uma vantagem técnica é o acesso a um terminal Linux dentro de uma máquina virtual segura, que permitirá rodar agentes e ferramentas de desenvolvimento; porém, essa VM tem limitações e, a princípio, pode ser mais útil a desenvolvedores do que ao usuário comum.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
O que é exatamente o GooglebookOS e por que ele usa o kernel Android?
O GooglebookOS é o sistema que roda nos Googlebooks e, ao optar pelo kernel Android em vez do kernel do ChromeOS, ele favorece desenvolvimento conjunto com Android, atualizações mais frequentes e melhor integração com celulares; essa arquitetura foi confirmada com a primeira série de cinco notebooks previstos para 5 de outubro.
Quais processadores equipam os Googlebooks e por que alguns modelos usam o Snapdragon X Elite?
Os Googlebooks chegam com processadores Intel Core Ultra Series 3 ou com o Snapdragon X Elite; a escolha do Snapdragon X Elite decorre de parcerias anteriores com fornecedores e do fato de a plataforma X Elite original já estar integrada ao projeto iniciado meses atrás, segundo explicações públicas da equipe de parceiros.
É possível rodar apps Linux, Steam ou jogos nos Googlebooks via terminal?
O acesso ao terminal Linux nos Googlebooks existe como uma máquina virtual segura, e pode rodar agentes de desenvolvimento, mas não permite, no lançamento, executar diretamente um app como Steam dentro da VM; a possibilidade de compatibilizar Steam via colaboração com Valve e camadas como Proton está em discussão para evoluções futuras.
Mariana Costa