Hannah Einbinder — a comediante e atriz, que se identifica como judia e tem histórico de apoio aos palestinos, saiu em defesa pública de Mark Ruffalo depois que o estúdio manifestou preocupação com termos usados por ele ao criticar a fusão entre Paramount e Warner Bros.
- Flash resumo: Einbinder publicou em seu Instagram que apontar conexões entre os Ellison, a Oracle e o poder midiático não é antissemita e que artistas devem usar suas plataformas.
O post que acendeu a disputa
Na última sexta-feira, Mark Ruffalo compartilhou um trecho em que Safra Catz, diretora da Oracle, discute tecnologias usadas pela empresa; Ruffalo conectou esse trecho ao papel dos Ellison no financiamento da fusão e aos riscos da concentração de poder.
Em seu post, Ruffalo qualificou Larry Ellison como um “classic oligarch” e afirmou que os Ellison estariam “consolidando riqueza” e “esmagando trabalhadores”, além de empregar termos fortes como “genocídio” e “apartheid” ao criticar as implicações da fusão no setor.
“A ideia de que ele só disse essas coisas porque os Ellison são judeus é RIDÍCULA… Visibility is a responsibility. Those of us with a platform need to use our voices before speaking out is outlawed altogether.”
Defesa de Einbinder e repercussão
Hannah Einbinder publicou em sua Instagram Story, na última segunda-feira à noite, que valoriza a conexão feita por Ruffalo entre tecnologias militares, influência midiática e concentração de poder — e que reduzir isso a uma acusação de antissemita é equivocado.
A reação incluiu críticas de grupos judaicos organizados, enquanto o estúdio afirmou que termos como “genocídio” e “apartheid” aplicados a uma transação corporativa são inapropriados e podem banalizar sofrimentos reais. Einbinder citou ainda doações e relações públicas envolvendo Larry Ellison como contexto para o debate.
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Perguntas Frequentes
Por que Hannah Einbinder apoiou Mark Ruffalo após a reação ao seu post?
Hannah Einbinder declarou apoio a Mark Ruffalo dizendo que criticar ligações entre os Ellison, a Oracle e a influência midiática não equivale a ataque contra judeus; em publicação na Instagram Story ela chamou de “ridícula” a ideia de que a crítica foi motivada apenas pela origem religiosa da família Ellison.
O que exatamente Mark Ruffalo publicou que gerou a controvérsia?
Hannah Einbinder posicionou-se após Ruffalo ter divulgado um clipe de Safra Catz comentando tecnologias da Oracle usadas após o ataque de 7 de outubro; Ruffalo associou Larry Ellison a um “classic oligarch” e advertiu sobre concentração de poder na eventual fusão Paramount–Warner Bros.
Como a empresa respondeu às acusações feitas por Ruffalo?
Hannah Einbinder reagiu à resposta do estúdio, que afirmou estar “preocupado quando tropos antissemitas são invocados” e criticou o uso de palavras como “genocídio” e “apartheid” num debate sobre fusão corporativa, por considerá‑las inadequadas e desvalorizarem sofrimentos reais.
Quais grupos se manifestaram contra Ruffalo depois do post?
Hannah Einbinder comentou a reação de organizações como o Simon Wiesenthal Center e o Creative Communities for Peace, que questionaram o tom das declarações; Jim Berk, CEO do Simon Wiesenthal Center, afirmou que é importante traçar um limite quando um debate legítimo se transforma em tropos antissemitas.
O que Einbinder disse sobre o papel dos artistas nas discussões públicas?
Hannah Einbinder enfatizou que artistas têm responsabilidade de visibilidade e elogiou a disposição de Ruffalo em falar sobre opressão e concentração de poder; em sua mensagem ela pediu que quem tem plataforma use a voz antes que a expressão seja de alguma forma restringida.
Mariana Costa
