Immigrant Reality — Participantes do reality que teve transmissão pela Globo e YouTube denunciam que a experiência virou um problema financeiro e psicológico, com promessas não cumpridas, ameaças contratuais e atrasos nos pagamentos.
- Flash resumo: Ex-participantes afirmam que o formato vendido não foi entregue; há relatos de coação com multa contratual de US$ 50 mil e pagamentos sendo feitos aos poucos.
Acusações dos competidores e impactos práticos
Competidores como Arthur procuraram a imprensa para expor o que chamam de “bastidores caóticos” do projeto. Segundo eles, o reality prometia pay-per-view 24 horas, contratos publicitários e destaque na imprensa brasileira, mas o produto final teria sido bem diferente.
Além de reclamações sobre a estrutura do programa, há relatos de problemas de segurança e saúde: um participante teria se machucado e precisado usar o próprio seguro médico. As dinâmicas do jogo também foram questionadas, inclusive provas gravadas que, segundo os concorrentes, sequer chegaram a ser exibidas.
“Eles venderam todo um projeto, mas não tinha nada disso. O objetivo final era vender um aplicativo e e-books para que eles pudessem ganhar dinheiro aqui nos EUA. Eles só queriam usar a gente”.
Dinheiro, contratos e a resposta dos organizadores
Arthur também afirma que provas de resistência não foram ao ar e que desafios com premiação geraram confusão: um dos grupos recebeu US$ 20 para “multiplicar” nas ruas e, segundo ele, transformou o valor em US$ 6 mil — quantia que, afirmam os participantes, a produção não estaria quitando.
Procurados, os responsáveis pelo projeto reconheceram dificuldades, mas divergiram sobre a responsabilidade. O investidor Tiago Alves disse que o contrato prevê 90 dias para o pagamento da vencedora, Eliane Farmer, e afirmou que os valores estão sendo pagos aos poucos. A sócia Helenn Cristine declarou que, conforme o acordo comercial, os custos de execução e estrutura são de responsabilidade exclusiva de Tiago.
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Samuel Vitor
