Suellen Carey — a influenciadora trans natural de Belo Horizonte que mora em Londres publicou recentemente prints de mensagens ofensivas que recebe todos os dias nas redes sociais, ação feita para marcar o Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia, celebrado em 17 de maio.
- Flash resumo: Suellen mostrou comentários como “machão”, “isso é homem” e “quem é esse macho?” para expor a normalização da transfobia online.
Exposição como forma de denúncia
A divulgação das mensagens veio como resposta ao que a influenciadora descreve como uma rotina de ataques virtuais, mesmo após ter deixado o Brasil e recomeçado a vida no exterior.
Entre os prints publicados aparecem frases que ironizam sua identidade e aparência, mostrando como a hostilidade se mantém ativa pelas plataformas digitais.
“As pessoas acham que comentário online não machuca porque existe uma tela separando tudo. Mas quando você lê isso constantemente, entende como o ódio foi normalizado na internet”
Impacto emocional e contexto legal
Suellen relatou desgaste emocional pela repetição diária dos ataques: “Tem dias que eu abro o Instagram já sabendo exatamente o tipo de comentário que vou encontrar. O problema não é só um ataque. É viver lendo isso o tempo inteiro”.
O caso também ocorre em um cenário mais amplo: dados da ANTRA apontam que o Brasil segue entre os países com maiores índices de violência contra pessoas trans, e, desde 2019, a questão passou a ter tratamento jurídico após decisão do STF de 2019 que enquadrou homofobia e transfobia como formas de discriminação.
O que você acha? Você acredita que a denúncia pública nas redes pode reduzir a transfobia digital? Para acompanhar mais relatos e temas similares, acesse nossa editoria de TV. Para referência jurídica sobre a criminalização da transfobia, veja a decisão do STF de 2019.
Leticia Rodrigues
