Deolane Bezerra — O Fantástico exibiu detalhes sobre o acompanhamento da influenciadora por autoridades brasileiras e internacionais enquanto ela estava na Europa, e como essas apurações culminaram em sua prisão preventiva em Barueri.
- Flash resumo: Polícia Civil, Ministério Público de São Paulo e Interpol monitoravam Deolane em Roma; investigação aponta R$ 13,6 milhões em contas pessoais e suspeita de conexão com o PCC.
Acompanhamento internacional e prisão no desembarque
A reportagem revelou que agentes acompanharam a rotina de Deolane Bezerra durante férias em Roma, onde ela publicou registros e ficou hospedada próxima à Piazza di Spagna.
Segundo as apurações, a advogada retornou ao Brasil um dia antes da operação que levou à sua prisão preventiva em Barueri, na Grande São Paulo. As autoridades chegaram a estudar a possibilidade de efetuar a prisão na Itália, mas optaram por agir após o desembarque.
"organizações criminosas costumam recorrer a pessoas com grande alcance digital para dificultar o rastreamento de recursos ilícitos".
Trajeto da investigação e valores apontados
O inquérito, iniciado após apreensão de bilhetes em uma cela da penitenciária de Presidente Venceslau, apura suspeitas de lavagem de dinheiro, associação ao tráfico e integração ao PCC.
Relatórios citados pela investigação indicam que cerca de R$ 13,6 milhões passaram por contas pessoais de Deolane entre 2018 e 2022, e outros R$ 14 milhões transitariam por empresas ligadas a ela. A defesa, representada por Aury Lopes Jr., nega vínculo com a transportadora investigada.
A investigação remonta a apreensões de 2019 que mencionavam ordens atribuídas a lideranças do PCC, como Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e Alejandro Camacho Júnior, o Marcolinha. Após a audiência de custódia, Deolane foi transferida para o presídio feminino de Tupi.
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Gloria Maria
