James Longley — o cineasta indicado ao Oscar por "Iraq in Fragments" e "Sari’s Mother" chega de Ji.hlava com um recado claro: seu próximo esforço cinematográfico será um documentário sobre o genocídio rohingya, alvo de reconhecimento internacional e ainda sem uma longa-metragem dedicada ao tema. A escolha sinaliza urgência histórica e um hiato editorial que ele pretende preencher.
Próximo projeto mira um tema internacionalmente reconhecido
Longley anunciou que o novo filme terá como foco o genocídio rohingya de 2017, um evento formalmente reconhecido pelos Estados Unidos, pela União Europeia e pelo governo britânico. Ele já filmou o ato um do projeto, trabalho que teve apoio inicial ligado a Diane Weyermann na Participant Media antes da saída desta organização.
O movimento do diretor chega às vésperas do marco de dez anos do episódio de 2017, reforçando a narrativa de que existe espaço — e necessidade — para um documentário de longa duração sobre a comunidade rohingya.
"É um genocídio que é formalmente reconhecido como tal pelos Estados Unidos, pela UE e pelo governo britânico, e, surpreendentemente, ainda não foi produzida uma longa-metragem documental sobre o tema. Estou singularmente preparado para fazer esse filme."
De "Mohabat" à nova missão: método e foco humano
O mais recente trabalho de Longley, "Mohabat", ambientado no Afeganistão, foi premiado em Ji.hlava e mostra a preferência do diretor por perspectivas infantis — no caso, um protagonista de 12 anos que tenta manter a família após a morte do pai por um ataque de drone. Essa abordagem servirá como referência para sua nova obra, que promete trazer testemunhos diretos e memória documental.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Na trajetória de "Mohabat" o diretor evitou filmar mulheres em determinados locais por razões de segurança e costume local, privilegiando colaborações com produtores e parceiros locais para acessar comunidades afetadas pela guerra. Nomes como Alex Gibney e Mohammad Sharif Hotak aparecem ligados à produção de "Mohabat".
O que você acha? Você acha que o documentário de James Longley pode ser o primeiro longa a abordar o genocídio rohingya? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
Que projeto James Longley anunciou após vencer em Ji.hlava?
James Longley anunciou que seu próximo filme será um documentário centrado no genocídio rohingya de 2017; o diretor já filmou o ato um do projeto com apoio inicial relacionado a Diane Weyermann e Participant Media, e aponta a ausência de um longa documental dedicado ao tema apesar do reconhecimento pelos EUA, UE e Reino Unido.
Do que trata "Mohabat", o documentário de Longley premiado em Ji.hlava?
"Mohabat" trata da vida de uma família afegã sob o domínio do Talibã, acompanhada pela perspectiva de um garoto de 12 anos cujo pai foi morto por um ataque de drone durante a administração Trump, quando Mike Pompeo supervisionava o programa; o filme busca tornar visíveis vidas e perdas raramente cobertas por jornalistas estrangeiros.
Qual é o estágio atual do novo documentário de James Longley e qual foi o papel da Participant Media?
James Longley já registrou o ato um do documentário sobre os rohingya; esse primeiro estágio foi conduzido com apoio inicial associado a Diane Weyermann na Participant Media, antes de mudanças institucionais que afetaram a estrutura dessa companhia; o trabalho segue em desenvolvimento com aliados de produção.
Marcos Antonio