Korean Air — A imagem de uma cabine praticamente vazia transformou-se em sinal visível de um problema estrutural: o voo KE2260, que saiu de Guam com destino a Busan em 7 de novembro de 2025, embarcou apenas três passageiros em uma aeronave com 180 assentos, reforçando o choque entre obrigação regulatória e demanda real.
Cabine vazia e números que incomodam
O Boeing usado tinha 180 lugares; apenas três passageiros embarcaram e, para operar o trecho, havia dois pilotos e quatro comissários — seis tripulantes para três clientes. A ocupação daquele voo foi de 1,7%, o que torna a foto algo mais que curiosidade: virou peça simbólica de uma rota com frequentes baixas taxas.
O fenômeno não apareceu isoladamente. Em 1º de novembro de 2025 outro voo entre Busan e Guam registrou apenas quatro passageiros, e ocupações médias apontadas para novembro ficaram entre 10% e 20% em operações da Korean Air, Air Busan e Jin Air na ligação.
O voo KE2260 decolou de Guam para Busan em 7 de novembro de 2025 com apenas três passageiros em uma aeronave preparada para 180 pessoas.
Regulação, oferta e queda de turistas
A situação tem raízes regulatórias. Após a aprovação da combinação entre Korean Air e Asiana, foi imposto o compromisso de manter, em certas rotas, pelo menos 90% do número anual de assentos oferecidos em 2019. Em resposta ao enfraquecimento da demanda, as empresas solicitaram que esse piso fosse reduzido para 70% nas rotas Incheon–Guam e Busan–Guam.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Os dados de tráfego sustentam a preocupação das companhias: em 2025 os sul-coreanos representavam cerca de 48,7% dos visitantes de Guam, mas o total de turistas ficou em torno de 783 mil, apenas 47% do volume de 2019. Em junho de 2026, Guam recebeu 8.495 visitantes da Coreia do Sul, queda de 68,7% frente aos 27.148 de junho de 2025.
O que você acha? Você concorda com a redução do piso obrigatório de assentos para ajustar a oferta à demanda? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
O que aconteceu no voo KE2260 da Korean Air que gerou tanta repercussão?
O voo KE2260 da Korean Air saiu de Guam para Busan em 7 de novembro de 2025 com apenas três passageiros em um avião de 180 lugares, resultando em ocupação de 1,7%. A imagem virou símbolo da discrepância entre capacidade oferecida e demanda nas rotas para Guam, alimentando o debate sobre revisão de regras regulatórias.
Por que as companhias pedem reduzir o piso de oferta de 90% para 70% nas rotas para Guam?
Korean Air e companhias do grupo argumentaram que a queda da procura, mudanças cambiais e competição de novos destinos tornaram inviável manter 90% da capacidade de 2019. O pedido mira rotas Incheon–Guam e Busan–Guam e busca permitir devolução voluntária de slots quando não houver interesse concorrente em assumir voos.
Como a demanda por Guam mudou nos últimos anos, segundo os números disponíveis?
Os dados mostram retração significativa: Guam recebeu cerca de 783 mil visitantes em 2025, cerca de 47% do total de 2019; em junho de 2026 houve apenas 8.495 turistas da Coreia do Sul, ante 27.148 em junho de 2025. Essas quedas explicam a pressão para ajustar oferta e frequências na rota.
Gloria Maria