Marilyn Monroe — o Torino Film Festival montou uma programação de 24 títulos para comemorar o centenário do nascimento da atriz, com a proposta explícita de repensar sua imagem além do estereótipo de ícone. A escolha da matriz curatorial visa tanto atrair público amplo quanto oferecer um recorte crítico da influência de Monroe no cinema contemporâneo.
Programação que mistura estrelas, documentários e revisões
A seleção inclui clássicos em que Monroe brilhou como "The Seven Year Itch", "How to Marry a Millionaire" e "Some Like It Hot", ao lado de obras revisionistas como "Blonde", de Andrew Dominik, e até documentários que contextualizam sua lenda, como "La Rabbia" de Pasolini e Giovanni Guareschi.
O recorte foi pensado para preencher lacunas: a própria carreira de Monroe teve poucos papéis principais suficientes para compor a programação, então o festival optou por obras que a celebrem, pesquisem sua vida e mostrem sua presença mesmo em cenas pequenas.
“Eu sempre me lembro de Lee Strasberg, aquele grande mestre que ensinou alguns dos maiores atores do mundo, dizendo que Marilyn Monroe era a Marlon Brando feminina. Ela era tão profunda, e tão letrada. Era uma grande leitora cujas poesias, notas e diários revelam um intelectual profundo, habilidoso em interpretar a 'boba' para a diversão de quem comprava a ilusão. Espero que as novas gerações descubram a grande atriz além do ícone.”
Impacto cultural e estratégia do festival
A direção do festival calculou a homenagem com antecedência: a retrospectiva foi anunciada pouco antes do encerramento da edição de 2025, justamente para garantir o espaço da programação de 2026 dedicada ao centenário. A iniciativa também funciona como forma de tornar o festival mais acolhedor a públicos maiores.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Além de filmes com a presença direta de Monroe, a mostra procura mapear sua influência nas seis décadas após sua morte, relacionando títulos e autores contemporâneos. Entre os convidados de honra citados na programação estão Luc Besson e Mira Sorvino, e a abertura do festival ficará por conta do filme "November 1963", de Roland Joffé, título que estabelece conexões com a figura de Monroe.
O que você acha? Você acredita que a retrospectiva vai ressignificar a imagem de Marilyn Monroe para o público atual? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
O que a retrospectiva de Marilyn Monroe no Torino reúne e quantos filmes compõem a mostra?
A retrospectiva de Marilyn Monroe no Torino reúne 24 filmes, combinando longas em que ela atuou com obras que investigam sua influência, como "Blonde" de Andrew Dominik e o documentário "La Rabbia" de Pasolini e Giovanni Guareschi. A curadoria buscou equilibrar títulos icônicos e filmes que contextualizam sua imagem nas décadas seguintes.
Quando e como a homenagem a Marilyn Monroe foi anunciada pelo Torino Film Festival?
O Torino Film Festival anunciou a homenagem a Marilyn Monroe pouco antes do encerramento da edição de 2025, com a ideia de reservar 2026 para o centenário do nascimento da atriz. A antecipação permitiu à equipe montar uma programação ampla e garantir espaços para convidados e títulos de destaque.
Quais nomes e títulos relacionados a Marilyn Monroe aparecem na programação do Torino?
A programação evidencia conexões diversas: títulos clássicos como "The Seven Year Itch" e "Some Like It Hot", revisões como "Blonde" de Andrew Dominik, o documentário "La Rabbia", convidados de honra como Luc Besson e Mira Sorvino, e a abertura com "November 1963", de Roland Joffé.
Thiago Nogueira