Marion Cotillard — Em Veneza como tutora do Biennale College Cinema, Marion Cotillard aproveitou a visibilidade do Festival de Veneza para reforçar a relevância de programas que financiam longas de micro-orçamento e ampliam o acesso de cineastas que enfrentam barreiras à produção em seus países.
- Flash resumo: O Biennale College Cinema, patrocinado pela Chanel, já gerou 49 projetos e teve seu apoio financeiro elevado nos últimos anos.
Por que o programa importa agora
O Biennale College Cinema foi criado há 15 anos como um laboratório para desenvolver e produzir longas de baixo custo, oferecendo recursos e mentoria a cineastas emergentes que dificilmente conseguiriam financiamento tradicional.
Ao destacar o alcance do programa, Cotillard sublinhou que muitos filmes não têm como objetivo arrecadar milhões, mas servem para revelar vozes novas e narrativas locais que, sem esse apoio, permaneceriam sem produção.
“Nem todos os filmes estão destinados a atrair milhões de espectadores e dar lucro, e acho muito importante apoiar artistas — artistas de todo o mundo — alguns dos quais, mesmo em seus próprios países, simplesmente não têm acesso a oportunidades de produção.” — Marion Cotillard
O que já saiu do laboratório e quem participa
Desde a sua criação, o Biennale College Cinema originou 49 projetos de longa-metragem realizados com micro-orçamentos; os subsídios, após a primeira década, passaram de €150,00 (US$174,00) para €200,00 (US$232) nos últimos cinco anos.
Os projetos selecionados para esta edição são todos primeiros filmes e vêm de China, Itália, México, Espanha e EUA. Entre eles estão “Demeter in Exile”, da italiana Maria Giovanna Cicciari (produtora Raffaella Pontarelli); “Gu Shi”, do chinês Yinan Song (produtora Yueyi Xing); “Moonfish”, do norte-americano Daniel Zvereff (produtora Mireia Villanova); e “Tijuana Todavía”, do mexicano Gabriel Gutierrez Morales (produtor Humberto Busto Marín).
O diretor do festival, Alberto Barbera, também informou que em breve será divulgado o vencedor da primeira edição do Biennale College Blend, nova vertente dedicada a narrativas multimídia que exploram música, artes visuais e performance.
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Perguntas Frequentes
O que Marion Cotillard fez no Biennale College Cinema durante o Festival de Veneza?
Marion Cotillard atuou como tutora do Biennale College Cinema no Festival de Veneza, participando de sessões de mentoria e acompanhando projetos. Ela mencionou ter visto quatro filmes da seleção e destacou a paixão artística presente nas produções, defendendo o apoio a realizadores sem acesso a recursos de produção.
Quantos filmes o Biennale College Cinema já ajudou a produzir?
Marion Cotillard apontou que o Biennale College Cinema já originou 49 projetos de longa-metragem ao longo de seus 15 anos de existência. Esses filmes foram desenvolvidos com micro-orçamentos e contaram com subsídios que foram reajustados nos últimos anos.
Qual foi a mudança nos subsídios do Biennale College nos últimos anos?
Marion Cotillard citou que os subsídios do Biennale College, após a primeira década, aumentaram de €150,00 (US$174,00) para €200,00 (US$232) durante os últimos cinco anos, reforçando o investimento em projetos de micro-orçamento.
Quais são os países representados nos projetos desta edição do Biennale College?
Marion Cotillard destacou que os projetos desta edição vêm de China, Itália, México, Espanha e Estados Unidos, incluindo títulos como “Demeter in Exile”, “Gu Shi”, “Moonfish” e “Tijuana Todavía”, todos projetados como primeiros longas dos cineastas.
O que é o Biennale College Blend anunciado durante o festival?
Marion Cotillard relatou que o Biennale College Blend é uma nova linha do Biennale College voltada a artistas que exploram narrativas multimídia; Alberto Barbera deve anunciar em breve o vencedor da primeira edição desta iniciativa, que integra música, artes visuais e performance.
Thiago Nogueira
