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Matthew Libatique diz que IA pode substituir VFX da Marvel

Resumo

O cinematógrafo Matthew Libatique, três vezes indicado ao Oscar, afirmou em Mallorca, onde recebeu o Cinematography Icon Award no festival Evolution Mallorca, que a inteligência artificial pode substituir parte dos efeitos visuais de grandes estúdios como a Marvel, mas não substituirá atores nem o cinema; Libatique e Darren Aronofsky estão testando ferramentas de IA para o próximo filme.

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Matthew Libatique diz que IA pode substituir VFX da Marvel
Foto: Divulgação
Pergunte à IA sobre isto:

Matthew Libatique — o veterano cinematógrafo de títulos como Iron Man e Black Swan usou sua presença em Mallorca para fazer um alerta pragmático sobre a expansão da inteligência artificial: segundo ele, a IA já aparece como solução para reduzir custos em grandes produções, mas não eliminará a necessidade de atores reais nem do trabalho humano essencial à criação cinematográfica.

Por que Libatique vê a IA como ameaça aos VFX das grandes produções

Libatique explicou que, diante do orçamento colossal de estúdios como a Marvel e de competidores semelhantes, a IA tende a ser adotada para cortar gastos em efeitos visuais. Ele citou o uso crescente de tecnologia em produções de grande escala como motivador dessa mudança.

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O cinematógrafo lembrou obras filmadas majoritariamente em estúdio e fundo verde, como 300 (2006), para ilustrar como certas abordagens técnicas já antecipavam um cinema que poderia ser amplamente gerado por máquinas.

“Eu não acho que a Marvel vá jamais usar atores de IA. O que poderia ser substituído é a parte dos efeitos visuais — eles fazem filmes por tanto dinheiro que, através de VFX, vão recorrer à IA para reduzir custos.”

Limites: atores, estilo pessoal e consequências práticas

Apesar do ceticismo em relação a personagens totalmente gerados, Libatique admitiu que já usa IA em pós-produção para tarefas técnicas, como correção de brilho, e vê utilidade nessas ferramentas para acelerar processos. Ele descreveu testes em andamento com Darren Aronofsky antes do início das filmagens do próximo projeto da dupla.

Além do aspecto técnico, o cinematógrafo manifestou preocupação com quem perde trabalhos quando tarefas são terceirizadas ou automatizadas, observando que funções de pós-produção foram deslocadas para oficinas em outros países. Ele também criticou o uso da IA para "imitar" estilos pessoais, afirmando que é ofensivo ver trabalhos gerados com instruções para reproduzir sua assinatura visual.

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O que você acha? Você esperava esse posicionamento sobre IA no cinema? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

Foto: Divulgação

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Perguntas Frequentes

O que Matthew Libatique quis dizer ao afirmar que a IA “poderia substituir a Marvel”?

Matthew Libatique afirmou que a IA pode passar a ser usada em larga escala para os efeitos visuais de grandes estúdios como a Marvel e rivais da DC, principalmente como forma de reduzir custos em produções muito caras. A preocupação dele é que VFX massivos, não o cinema em si, sejam os primeiros a sofrer substituições tecnológicas.

Matthew Libatique e Darren Aronofsky vão usar IA no próximo filme?

Matthew Libatique revelou que está testando tecnologia de IA junto a Darren Aronofsky antes das filmagens do próximo longa. O trabalho envolve experimentos prévios e testes de ferramentas; Libatique disse ainda que, apesar dessas provas, a equipe pretende manter a filmagem “humana” e preservar o trabalho de set tradicional.

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Como Matthew Libatique avalia o impacto da IA sobre empregos e estilo cinematográfico?

Matthew Libatique declarou preocupação com perdas de trabalho na cadeia de pós‑produção, observando que certas tarefas já foram transferidas para oficinas em outros países. Ele citou que usou IA para correções técnicas e criticou a tendência de a tecnologia “puxar referências” e distilar estilos, citando exemplos como o filme 300 (2006) para discutir limites artísticos.

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POR Marcos Antonio
Marcos Antonio

Advogado e colunista esportivo | Marcos Antonio é formado em Direito e atua como colunista esportivo do Diário da Mídia. Apaixonado por futebol, escreve análises e conteúdos sobre esportes com uma visão crítica, técnica e interpretativa dos acontecimentos.

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