MC Pipokinha — uma sentença de primeira instância responsabiliza a cantora por uma apresentação de conteúdo sexual explícito em espaço público, com risco de exposição a adolescentes que circulavam na região. A decisão impõe R$ 100 mil por danos morais coletivos, mas ainda cabe recurso.
- Flash resumo: condenação da 1ª Vara Cível de Corumbá de R$ 100 mil por apresentação em trio elétrico no evento “Esquenta do Magrão”, em fevereiro de 2023.
O caso e a sentença
A condenação foi proferida pela 1ª Vara Cível de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, e atinge a artista pelo que o juízo entendeu ser exposição de conteúdo sexual em área aberta. A sentença considera que a apresentação ocorreu em um trio elétrico durante o evento “Esquenta do Magrão”.
Segundo a decisão, a cena incluía a cantora parcialmente despida e dançarinos simulando contatos e atos sexuais, circunstância que aumentou a possibilidade de alcance do conteúdo a pessoas que transitavam pelo local, incluindo adolescentes de cerca de 14 anos e uma escola em horário de aula.
"Assédio todo mundo sofre. Isso é a coisa mais normal que existe. Agora vai saber de você se defender. Se você não sabe se defender, evita, não use roupa curta. Se não sabe lidar com o assédio, se você não tem boca e não tem peito para bater de frente com o cara e falar 'não é não', se vai ficar com medo quando ele mexer com você, não use roupa curta."
Controvérsias anteriores e repercussão
A condenação se soma a outros episódios amplamente divulgados envolvendo a cantora. Em janeiro de 2023, um vídeo mostrou o dançarino Jonas Kaik realizando uma coreografia que terminou com um chute no rosto de uma fã, que desmaiou.
No mesmo período, a artista sofreu assédio do público durante outra apresentação, episódio que gerou manifestações de apoio, mas também críticas à fala posterior da cantora, o que ampliou a repercussão sobre seu estilo provocativo.
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Perguntas Frequentes
O que resultou na condenação de MC Pipokinha?
A condenação de MC Pipokinha decorre de uma apresentação realizada em fevereiro de 2023 no evento “Esquenta do Magrão” em Corumbá, em que a cantora apareceu parcialmente despida e dançarinos simularam atos sexuais. A 1ª Vara Cível de Corumbá determinou pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos.
Onde exatamente aconteceu a apresentação que motivou o processo?
A apresentação que motivou o processo ocorreu em fevereiro de 2023 durante o “Esquenta do Magrão”, em um trio elétrico instalado em área aberta de Corumbá, Mato Grosso do Sul. A sentença ressalta que havia circulação de público e proximidade de uma escola em horário de aula, com presença de jovens de cerca de 14 anos.
Quais outros episódios envolvendo MC Pipokinha foram citados na cobertura?
MC Pipokinha aparece ligada a outros episódios notórios: em janeiro de 2023 um vídeo mostrou o dançarino Jonas Kaik chutando uma fã que desmaiou, e, em outra ocasião, a cantora sofreu assédio do público com apalpamentos e tentativa de remoção de roupa íntima, o que gerou apoio e críticas nas redes sociais.
O valor de R$ 100 mil refere-se a que tipo de indenização?
O montante de R$ 100 mil corresponde a danos morais coletivos fixados pela 1ª Vara Cível de Corumbá em decorrência da apresentação de fevereiro de 2023. A quantia foi estabelecida como reparação por impacto do conteúdo exibido em espaço público e pela possibilidade de alcance a menores.
A decisão contra MC Pipokinha já é definitiva?
A decisão contra MC Pipokinha é de primeira instância, proferida pela 1ª Vara Cível de Corumbá, e ainda cabe recurso. Isso significa que a condenação de R$ 100 mil por danos morais coletivos pode ser contestada em instâncias superiores antes de se tornar definitiva.
Thiago Nogueira
