Microsoft — a empresa foi atingida por uma ordem judicial que coloca no centro do processo uma apresentação interna sobre software "second-hand", com prazos apertados e potenciais testemunhas-chave que podem mudar o rumo da ação de £270 milhões movida pela revendedora ValueLicensing.
O que o tribunal exigiu e por que isso importa
A ordem de consentimento do Tribunal de Apelação de Concorrência do Reino Unido exige que a Microsoft explique até 31 de outubro por que a apresentação não foi divulgada como um “documento adverso conhecido”.
Além disso, o tribunal levantou a confidencialidade sobre 11 documentos e pediu que a empresa busque e entregue materiais que incluam mais de 40 termos de busca — entre eles “SHS”, “antitrust”, “ValueLicensing”, “used licenses”, “discount licensing” — abrangendo o período entre julho de 2012 e junho de 2020.
“Para Amazon (AWS), Google e Microsoft, o sinal é claro: os tribunais antitruste estão confortáveis em examinar mecanismos de licenciamento de software como ferramentas de lock-in anticompetitivo”, afirmou Dario Maisto, analista sênior da Forrester.
Quem pode ser chamado e o alcance para contratos empresariais
A ordem determina que a Microsoft faça “esforços razoáveis” para contactar ex-executivos — incluindo o ex-COO Kevin Turner, o ex-presidente e EVP Jean-Philippe Courtois, e o ex-vice-presidente Joe Matz — e que comprove essas tentativas até 30 de novembro.
Também foi solicitado um depoimento de um consultor antigo sobre quando e quem dentro da empresa tomou conhecimento da apresentação “Second-Hand Software”, por que não foi classificada como adversa e quais procedimentos legais foram adotados para localizar documentos relevantes.
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Perguntas Frequentes
O que é a apresentação "Second-Hand Software" que entrou no processo contra a Microsoft?
A apresentação "Second-Hand Software" ligada à Microsoft foi identificada como um "documento adverso conhecido" pela ordem do tribunal, tornando-se central na ação de £270 milhões movida pela ValueLicensing. O conteúdo não foi divulgado publicamente; a Microsoft tem até 31 de outubro para justificar por que não a apresentou anteriormente.
Quais documentos a Microsoft precisa entregar e quais os prazos determinados pelo tribunal?
A ordem exige que a Microsoft procure termos específicos em e-mails e repositórios entre julho de 2012 e junho de 2020, retire a designação de confidencialidade sobre 11 documentos e contate ex-executivos como Kevin Turner, Jean-Philippe Courtois e Joe Matz. A comprovação dessas diligências deve ser apresentada até 30 de novembro.
De que forma a decisão pode impactar empresas que dependem de licenças perpétuas em vez de assinaturas?
Para clientes corporativos, a decisão sobre a Microsoft pode ter impacto financeiro real: a ValueLicensing alega que práticas contratuais empurraram empresas para Office365 e Azure, afetando o mercado secundário de licenças. Analistas recomendam que CIOs revisem penalidades contratuais e usem eventuais decisões como alavanca em renovações de acordo.
Thiago Nogueira