Mortal Shell 2 — o novo capítulo da franquia chega como uma correção ambiciosa do original, oferecendo um mundo muito maior e carcaças mais profundas, mas ainda exige ajustes técnicos que podem afetar a experiência de quem busca um soulslike polido.
- Flash resumo: carcaças retornam e cinco novas chegam, mapas interconectados rendem exploração extensa, combate evolui; porém há bugs, problemas de controle e visuais a serem consertados.
Carcaças, builds e combate: evolução com ressalvas
Mortal Shell 2 traz de volta três carcaças do primeiro jogo — Harros (presente apenas no início), Tiel e Eredrim — e adiciona cinco novas, ampliando as opções para oito carcaças no total. Cada uma tem habilidades e progressão própria, com vínculos em quatro níveis que destravam potencialidades.
As Pedras de Tar são peça-chave para construir classes: elas têm atributos e habilidades únicas, algumas exclusivas para armas primárias ou secundárias, e ganham afinidade com o uso, aumentando eficácia. As armas principais também estão espalhadas pelo mapa, incentivando exploração, mas um problema de design atual é que todas as carcaças reagem da mesma forma a qualquer arma, reduzindo a sensação de identidade entre elas.
Não existe ordem certa para exploração do mundo de Mortal Shell 2 e isso é muito bom.
Mundo sombrio, segredos e questões técnicas
Mortal Shell 2 apresenta um mundo mais extenso e melhor conectado: áreas caminham naturalmente entre si, portais servem como atalhos e novas masmorras só aparecem no mapa após a primeira visita, cada uma oferecendo recompensas relevantes, inclusive armas.
Apesar da boa otimização no PC e do uso da Unreal Engine 5, o jogo sofre com bugs que comprometem momentos críticos: perda das “vultos” ao cair de precipícios (resultando em perda definitiva), problemas de reconhecimento do controle no menu, cursor desalinhado ao abrir o mapa, crashes ocasionais e efeitos de reflexo problemáticos. Há um primeiro patch já liberado com correções, mas ainda restam ajustes, inclusive no ray tracing que não foi possível confirmar em testes.
O que você acha? Você já pensou em investir horas em um soulslike que mistura grande exploração com alguns bugs técnicos? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Quantas carcaças existem em Mortal Shell 2 e quais são as que retornaram?
Mortal Shell 2 tem três carcaças que retornam do primeiro jogo — Harros (disponível apenas no início), Tiel e Eredrim — e adiciona cinco novas, totalizando oito. Cada carcaça possui habilidades próprias e exige desbloquear quatro níveis de vínculos para alcançar seu potencial pleno.
Como funciona a exploração no mundo de Mortal Shell 2 e onde ficam as recompensas?
O mundo de Mortal Shell 2 é grande e interconectado, com portais que servem como atalhos e áreas acessíveis a pé. Masmorras só aparecem no mapa após a primeira entrada e rendem boas recompensas, incluindo armas principais; o jogo também usa bastiões como pontos de checkpoint para salvar progresso.
Quais problemas técnicos foram identificados em Mortal Shell 2 no PC?
Em sessões no PC, Mortal Shell 2 mostrou boa otimização, porém apresentou bugs como perda de vultos ao cair de precipícios, cancelamento de inputs do controle nos menus, cursor fora das extremidades ao abrir o mapa e instabilidades que levaram a travamentos durante pausas; houve um primeiro patch com correções iniciais.
Como as Pedras de Tar influenciam as builds em Mortal Shell 2?
As Pedras de Tar em Mortal Shell 2 são itens com atributos e habilidades específicas que aumentam afinidade conforme uso; algumas são exclusivas para armas primárias ou secundárias. O sistema permite especialização progressiva: usar uma pedra eleva seu nível e expande capacidades dentro da build escolhida.
Mortal Shell 2 vale a pena para fãs de soulslike?
Mortal Shell 2 é recomendado para entusiastas do gênero: oferece variedade de builds, combate mais dinâmico, mundo extenso e dezenas de horas para exploradores. No entanto, ainda há problemas técnicos e de balanceamento que devem ser corrigidos pelos desenvolvedores nas atualizações seguintes.
Thiago Nogueira
