Motos elétricas — o salto recente na participação de mercado (1,28% das vendas de duas rodas no primeiro semestre de 2026) elevou a discussão de mera tendência a decisão estratégica para fabricantes. A diferença em relação aos 0,39% de 2024 indica ritmo de adoção acelerado e pressão para definir portfólios pela próxima década.
Cenários mostram prazo entre cinco e mais de dez anos
O estudo elaborado por Luiz Vicente F. de Mello, da Bright Consulting, apresenta três trajetórias possíveis. No cenário mais otimista, as motos elétricas superariam as a combustão em cerca de cinco anos.
No cenário-base a maioria das vendas passaria a ser elétrica entre 2035 e 2037; já a projeção conservadora mantém a participação elétrica abaixo de 50% até 2040. A modelagem foi calibrada com dados reais de mercado e comparada a experiências de China e Índia.
“Essa transformação já está ocorrendo. Eu vejo pelos indicadores, que são as lojas de autopropelidos. Ela está começando pela base”, disse Luiz Vicente F. de Mello.
Infraestrutura e micromobilidade definem ritmo de adoção
A viabilização das datas depende de dois vetores: autonomia das baterias e infraestrutura de recarga ou troca. Sem rede robusta de pontos de recarga ou estações de troca rápida, a limitação de autonomia segue sendo barreira comercial, especialmente para uso intensivo.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Redes de troca de bateria já operam em escala limitada: a Vammo mantém pontos de troca desde 2023, concentrados na Grande São Paulo, mostrando como a logística pode contornar a restrição de tempo de recarga. Ao mesmo tempo, mudanças regulatórias mexeram no perfil de demanda: a Resolução 996/2023 do Contran passou a exigir registro no Renavam, licenciamento anual e habilitação (ACC) para ciclomotores, alterando o mercado de micromobilidade.
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Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
Em quanto tempo as motos elétricas podem superar as motos a combustão no Brasil?
As motos elétricas podem superar as motos a combustão em cerca de cinco anos no cenário mais acelerado do estudo da Bright Consulting, assinado por Luiz Vicente F. de Mello. O cenário-base aponta maioria entre 2035 e 2037, enquanto a trajetória mais conservadora mantém participação abaixo de 50% até 2040; dados de mercado usados incluem 1,28% de participação no 1º semestre de 2026.
O que precisa acontecer na infraestrutura para as motos elétricas se tornarem maioria?
As motos elétricas precisam de autonomia pratica e de uma rede de recarga ou estações de troca para ganhar escala comercial. A operação de pontos de troca iniciada por empresas como a Vammo desde 2023 na Grande São Paulo demonstra um caminho: retirar o tempo de recarga da equação operacional é crucial para entregadores e frotas urbanas.
A eletrificação vai atingir também o segmento premium e de lazer?
No segmento premium, esportivo e de lazer, as motos elétricas tendem a avançar mais devagar; modelos que valorizam som, vibração e troca de marchas devem manter apelo do motor a combustão por mais tempo. O estudo aponta que esse nicho deve continuar relevante mesmo com a expansão das motos elétricas, enquanto micromobilidade avança com rapidez.
Gloria Maria