Botafogo — A transferência de Alexander Barboza ao Palmeiras avançou depois de uma manifestação do Ministério Público do Rio de Janeiro favorável à operação, mas o caso segue com tensão jurídica por conta da posição contrária da holding Eagle.
- Flash resumo: MP-RJ não se opõe à venda por R$ 18.000.000; Eagle afirma não ter aprovado a negociação; 2ª Vara Empresarial decidirá o desfecho.
MP favorável e o ponto de ruptura com a holding
Conforme divulgado pela ESPN, o Ministério Público do Rio de Janeiro apresentou posicionamento que abre caminho para a cessão onerosa dos direitos de Barboza ao Palmeiras pelo valor de R$ 18.000.000.
Essa manifestação contrastou diretamente com a atitude da Eagle, que comunicou à Justiça não ter dado aval à transação, apontando falta de elementos para concordar com a operação.
“Ciente de todo o acrescido, o Ministério Público não se opõe à cessão onerosa dos direitos federativos e econômicos do atleta Alexander Barboza pelo valor de R$ 18.000.000 (dezoito milhões de reais), nos termos do instrumento anexo firmado com o Palmeiras”. “Seguimos acompanhando as demais transações a serem informadas no presente incidente”.
Consequências imediatas para clubes e calendário
O Palmeiras, segundo a reportagem, não demonstra preocupação com o impasse e entende ter cumprido todas as etapas do negócio — o clube ainda conta com o jogador a partir de 20 de julho.
Enquanto isso, o Botafogo terá de lidar com a ausência de Barboza em campo no confronto da Sul-Americana: a equipe encara o Caracas fora de casa, em partida marcada para esta quarta-feira (27), às 19h, no Estádio Olímpico de la UCV. A decisão final sobre a negociação caberá à 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
O episódio soma-se a uma sequência de operações realizadas pelo clube em recuperação judicial, tornando cada venda acompanhada de perto por rivais, torcedores e órgãos de controle.
O que você acha? Você acredita que a Justiça confirmará a venda de Barboza ou que a Eagle conseguirá barrar o negócio? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Marcos Antonio
