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Naza: 24 soldados descrevem ataques e a lógica por trás do termo "naza"

Resumo

O documentário Naza, dirigido por Yuval Abraham e Rachel Szor, reúne entrevistas noturnas com 24 membros das Forças de Defesa de Israel que descrevem operações em Gaza, incluindo controle de telefones e ataques por drones desde Tel Aviv; o filme foi exibido na mostra competitiva de Veneza em 1º de setembro de 2026 e tem 80 minutos de duração.

Naza: 24 soldados descrevem ataques e a lógica por trás do termo "naza"
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Naza — O documentário opta por um enquadramento frio e metódico para revelar como uma palavra técnica se transforma em política: ao registrar, durante os últimos três anos, 24 relatos de membros das Forças de Defesa de Israel, a obra coloca em primeiro plano não só táticas militares como a espionagem de telefones e o emprego de drones, mas também a lógica que autoriza a eliminação sistemática de alvos em Gaza.

Testemunhos noturnos e descrição dos métodos

As entrevistas foram gravadas em telhados de Tel Aviv, com os entrevistados em perfil e vozes alteradas para preservar anonimato. Cada militar descreve funções variadas — desde vigilância e direção de drones em segurança até operações de campo — mostrando como decisões técnicas se traduzem em mortes e demolições.

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O documentário destaca que muitos ataques foram coordenados a partir de Tel Aviv, a cerca de 37 milhas (≈60 km) de Gaza, e que equipes de controle podiam escutar conversas em tempo real, localizar pessoas e lançar ataques com precisão a partir da distância.

"Você hackeia o telefone dela, e aí você a mata."

O significado de "naza" e a dimensão política

Em Naza, a palavra usada pelo exército — “naza” — é apresentada como eufemismo para "dano colateral", um termo que facilita a desumanização de vítimas civis e transforma estatísticas em operações de rotina. O filme afirma que a prática envolve não só eliminar pessoas, mas também destruir propriedades para impedir o retorno da população.

O panorama histórico e político mostrado no filme sugere que essa lógica transcende administrações específicas e se insere em uma estratégia de longuíssimo prazo. Exibido na competição de Veneza em 1º de setembro de 2026, o documentário tem 80 minutos e foi dirigido por Yuval Abraham e Rachel Szor.

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Perguntas Frequentes

O que mostra o documentário Naza e quem o dirigiu?

O documentário Naza, dirigido por Yuval Abraham e Rachel Szor, reúne ao longo de três anos entrevistas noturnas com 24 membros das Forças de Defesa de Israel que descrevem operações em Gaza, incluindo vigilância de telefones, controle por drones e demolição de estruturas; o filme foi exibido na mostra competitiva de Veneza em 1º de setembro de 2026 e tem 80 minutos.

Por que o termo "naza" é central no filme Naza?

O termo "naza" em Naza é apresentado como o jargão militar para "dano colateral", que reduz pessoas a estatísticas e facilita operações que incluem matar civis e destruir propriedades; o filme documenta como esse eufemismo opera na prática, com relatos de soldados sobre escuta de telefones e ataques coordenados a partir de Tel Aviv.

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Que evidências factuais Naza traz sobre os impactos em Gaza?

Naza cita uma escalada de violência cuja contagem de vítimas já soma mais de 73.000 pessoas, e exibe depoimentos de militares que relatam dirigirem ataques a partir de Tel Aviv, ouvir conversas em telefones de civis e ordenar demolições premeditadas de construções para impedir o retorno da população.

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POR Marcos Antonio
Marcos Antonio

Advogado e colunista esportivo | Marcos Antonio é formado em Direito e atua como colunista esportivo do Diário da Mídia. Apaixonado por futebol, escreve análises e conteúdos sobre esportes com uma visão crítica, técnica e interpretativa dos acontecimentos.

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