NVIDIA — a empresa mostrou em evento técnico que já tem protótipos que transferem os motores ópticos do substrato orgânico para o interposer de silício, uma mudança arquitetural que pode aumentar densidade de conexão e reduzir consumo em chips para IA.
OOI: o que muda ao trazer óptica para o interposer
A proposta chamada Optics-on-Interposer (OOI) desloca os Optical Engines do substrato orgânico para o interposer de silício, aproveitando interconexões de passo mais fino e trajetos elétricos muito mais curtos.
Essa reorganização reduz o espaço ocupado pelos componentes ópticos — nos exemplos técnicos do projeto aparecem arranjos com dimensões ilustrativas de 100 mm para substratos e 8 mm para soluções com interposer — e tende a elevar a densidade de banda por área enquanto corta perdas elétricas e consumo.
“Estamos propondo e avaliando tecnologias para produtos futuros enquanto enfrentamos os desafios que impedem a comercialização.” — Nikola Nedovic
DWDM e o salto até 256 Gb/s por fibra
A outra frente demonstrada envolve DWDM (dense wavelength-division multiplexing), onde foram mostradas oito ondas a até 32 Gb/s cada, somando 256 Gb/s por caminho óptico — uma via para multiplicar a capacidade sem aumentar o número de fibras.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →O trabalho com DWDM está em fase de pesquisa, com a NVIDIA descrevendo o ganho incremental na capacidade por fibra como complementar ao avanço do OOI na redução de barreiras físicas entre ASICs e módulos fotônicos.
Essa combinação — interposer com óptica integrada e multiplexação por comprimento de onda — aparece no roadmap técnico como suporte para plataformas de IA cada vez mais densas. Comentários do mercado indicam aumento da demanda por lasers e componentes CPO, com expectativa de escala comercial a partir do segundo semestre de 2026 e rampas adicionais em 2027–2028.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
O que é a tecnologia Optics-on-Interposer da NVIDIA e por que importa?
A Optics-on-Interposer da NVIDIA é uma abordagem que integra os Optical Engines no interposer de silício, deslocando-os do substrato orgânico. Essa arquitetura reduz trajetos elétricos e permite conexões de passo fino; exemplos técnicos ilustram uma queda do espaço de 100 mm para cerca de 8 mm, o que aumenta densidade de banda e reduz consumo.
Qual é o avanço do DWDM que a NVIDIA demonstrou e qual velocidade ele alcança?
O DWDM mostrado pela NVIDIA utiliza oito comprimentos de onda operando a até 32 Gb/s cada, resultando em 256 Gb/s por fibra. A demonstração está em fase de pesquisa, apontando caminhos para multiplicar a capacidade por fibra sem acrescentar cabos físicos, o que é crítico para interconexões de alta densidade em sistemas de IA.
Quando essas inovações devem aparecer em produtos comerciais como as GPUs Feynman?
A NVIDIA mapeou a integração de tecnologias CPO e avanços ópticos em seu roadmap e indica que soluções como Feynman devem se beneficiar dessa evolução; projeções do setor mencionam rampas de escala em 2026–2027 e implantações de clientes previstas para 2028, quando chips de próxima geração chegam ao mercado.
Samuel Vitor