NVIDIA — A percepção do mercado sobre GPUs mudou: o hardware deixou de ser visto apenas como ativo que decai rapidamente e passou a ser um item durável que sustenta receitas altas e mercados secundários aquecidos. O efeito é sentido em data centers, contratos de aluguel de capacidade e no preço de revenda de modelos como A100, H100 e B200.
Por que as GPUs deixaram de depreciar e o que isso significa
As avaliações recentes do setor apontam que melhorias contínuas em modelos de IA e em software aumentam a "inteligência útil por watt", elevando o valor do compute mesmo em equipamentos mais antigos. Nesse cenário, a vida útil prática de uma GPU que antes era estimada em quatro anos passou a ser avaliada em oito anos ou mais.
Na escala macroeconômica, esse entendimento altera cálculos de investimento. Foi citado que cada 1 GW de capacidade de IA representa um custo de cerca de US$50 bilhões e pode gerar receita anual na ordem de US$40 bilhões, o que implica um payback de pouco mais de um ano em condições atuais de mercado.
“Nossa convicção é que o valor do compute por watt vai aumentar ao longo do tempo, não diminuir. À medida que o software de IA melhora, você obtém mais inteligência útil por watt; o valor desse compute é proporcional a essa inteligência útil por watt.”
Mercado secundário e preços: de aluguel a revenda
Com a maior utilidade por watt, horas de GPU para aluguel vinham renovando contratos a valores crescentes, e preços de locação por watt subiram em ritmo acelerado. Observadores do setor também reportaram que o custo por GW pode variar entre US$30 bilhões e US$50 bilhões conforme o tipo de contrato e a aplicação.
Zephyrus G14: RMA devolve 16 GB em vez de 32 GB
Leia a matéria completa →
Intel Core Ultra 9 4995HX lidera Nova Lake com 28 núcleos
Leia a matéria completa →
PHP: falhas críticas CVE-2026-109618/109619 ameaçam milhões de sites
Leia a matéria completa →
Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Na cadeia de revenda, modelos mais antigos não perdem valor automaticamente: registros apontam que A100 e H100 chegam a negociar com prêmio sobre o preço de lançamento — um indicador claro de que a segunda mão virou parte relevante da economia do compute. O caso do B200 foi citado com valorização expressiva em relação ao custo inicial.
O que você acha? Você acredita que essa mudança na vida útil das GPUs vai transformar o mercado de data centers e serviços em nuvem? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
Quanto tempo a NVIDIA diz que uma GPU permanece produtiva no mercado atual?
A NVIDIA afirma que uma GPU hoje pode ter uma vida útil produtiva de oito anos ou mais, segundo declarações feitas em eventos recentes. Esse aumento se atribui a atualizações de software e à maior eficiência dos modelos de IA, o que prolonga a utilidade prática de placas como A100 e H100.
Como a economia por watt afeta o retorno sobre investimento em GPUs?
O argumento central é que o aumento da "inteligência útil por watt" eleva o valor do compute: cada 1 GW de capacidade custa cerca de US$50 bilhões e pode gerar aproximadamente US$40 bilhões anuais, resultando em payback de pouco mais de um ano sob condições citadas, encurtando o ciclo de retorno do investimento.
O que acontece com GPUs usadas de modelos como A100, H100 e B200?
Modelos como A100 e H100 têm registrado preços de revenda que ultrapassam expectativas de depreciação, com relatos de prêmio sobre o preço de lançamento; o B200 também aparece com valorização significativa. Em vez de serem descartadas, essas placas seguem para mercados secundários e continuam gerando valor econômico.
Gloria Maria