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NVIDIA H200: vendas autorizadas a firmas chinesas 'fantasmas'

Resumo

Uma investigação apurou que o processador acelerador de IA NVIDIA H200 recebeu autorizações regulatórias para chegar a cerca de duas dezenas de empresas chinesas, entre grandes nomes e firmas de fachada operando de endereços vazios. O esquema inclui empresas ligadas a grupos já alvo de sanções e levanta questões sobre a fiscalização antes de uma audiência fechada com o CEO da NVIDIA marcada para 18 de novembro.

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NVIDIA H200: vendas autorizadas a firmas chinesas 'fantasmas'
Foto: Divulgação
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NVIDIA — uma investigação recente revela falhas no sistema de aprovação que permitiu que o acelerador de IA H200 fosse destinado a empresas chinesas com endereços aparentemente desocupados, ao mesmo tempo em que grandes grupos do setor receberam licenças de exportação.

Autorização ampla, alvos díspares

O Departamento de Comércio dos EUA aprovou aproximadamente duas dezenas de empresas chinesas para comprar ou manusear o H200, segundo a apuração. Entre os aprovados estão nomes reconhecíveis como Baidu, BYD, Tesla Shanghai, Alibaba, Tencent, ByteDance e ZTE Kangxun.

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Paralelamente a essas companhias estabelecidas, a investigação encontrou licenciadas que funcionavam de endereços vazios — escritórios sem cadastro na administração predial, salas com cadeiras e mesas sem histórico de operação e anexos com fiação exposta.

A apuração localizou empresas licenciadas para montar H200 que operavam de “escritórios fantasmas”, com estruturas físicas vazias e sem registro de atividade comercial no endereço informado.

Conexões sensíveis e perguntas sobre fiscalização

Algumas das empresas sob autorização apresentam vínculos que preocupam: a New Matrix, incorporada há 17 meses, tem ligação societária com o fundo Wise Road, que foi incluído na lista negra dos EUA em 2024 por aquisição de ativos sensíveis. Outro caso, Maginfra, aparenta servir como frente para Inspur, companhia que foi sancionada pelos EUA em 2023.

Além disso, foram identificados beneficiários com ligações a programas e estruturas de defesa: Zhejiang Yindun Cloud Technology atua em data centers de Range Intelligent Computing, fornecedor de serviços a secretarias provinciais de defesa e a redes de satélites; Shanghai Jiatang tem origem em Datang Telecom, conhecida por desenvolver comunicações e criptografia de uso militar.

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O arranjo operacional também chama atenção: muitos aprovados não foram homologados como usuários finais, mas receberam autorização para montar os H200 em servidores para terceiros. Parte desses chips foi montada em Taiwan e roteada pelos EUA, numa operação que também envolveu a captura de uma tarifa de 25%.

Foto: Divulgação

O que você acha? Você considera aceitável que autorizações tenham chegado a empresas com escritórios vazios e ligações a grupos sancionados? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

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Perguntas Frequentes

Quais empresas receberam autorização para lidar com o NVIDIA H200?

O NVIDIA H200 teve licenças concedidas a cerca de duas dezenas de empresas chinesas, incluindo Baidu, BYD, Tesla Shanghai, Alibaba, Tencent, ByteDance e ZTE Kangxun; a lista também inclui firmas como New Matrix e Maginfra, encontradas por investigadores operando de endereços vazios.

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Como foram estruturadas essas autorizações e por que geram preocupação?

O NVIDIA H200 foi autorizado em muitos casos apenas para montagem, não como uso final: chips montados em Taiwan foram roteados pelos EUA e sujeitos a aprovações rotineiras, enquanto licenciadas como New Matrix — criada há 17 meses com ligação ao fundo Wise Road, sancionado em 2024 — operavam de escritórios sem registro, suscitando dúvidas sobre a devida diligência.

Que efeito isso pode ter na audiência fechada com o CEO da NVIDIA?

O NVIDIA H200 e as autorizações vinculadas devem aparecer na audiência fechada com o CEO Jensen Huang marcada para 18 de novembro; o tema ganhou urgência porque analistas e ex-assessores de segurança apontam falta de checagem suficiente, sobretudo diante de destinatários com conexões a infraestruturas de defesa como Range Intelligent Computing.

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POR Samuel Vitor
Samuel Vitor

Social media e atualização de notícias | Samuel Vitor atua na atualização e distribuição de conteúdos do Diário da Mídia nas plataformas digitais. Trabalha com foco em redes sociais, monitoramento de tendências e publicação de notícias em tempo real.

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