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NVIDIA mira Teflon para reduzir perda de sinal em placas NVLink

Resumo

NVIDIA estuda empregar PTFE (conhecido como Teflon) em placas de interconexão NVLink para mitigar perda de sinal em enlaces que já atingem 200Gbps por via. A descoberta veio após a apresentação de uma nova placa NVLink no OCP Summit e demonstrações no TPCA Show; a solução mira produtos como o switch Rubin Ultra, mas enfrenta desafios industriais e rendimento abaixo de 5%.

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NVIDIA mira Teflon para reduzir perda de sinal em placas NVLink
Foto: Divulgação
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NVIDIA — a fabricante avalia usar PTFE (Teflon) em placas NVLink para enfrentar uma das maiores limitações atuais dos chips de IA: a perda de sinal em links que chegam a 200Gbps por via, um gargalo que prejudica o rendimento e a eficiência dos servidores.

Por que o PTFE virou opção para NVLink

O principal motivo é técnico: o PTFE desperdiça muito menos energia de sinal do que as resinas usadas hoje, o que pode reduzir atenuações em altas velocidades de transmissão e permitir que o comutador execute trocas em alta velocidade diretamente na placa, sem depender de cabos de cobre complexos.

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Essa abordagem foi mostrada publicamente depois da exibição de uma nova placa NVLink no OCP Summit e de demonstrações no TPCA Show, com a possibilidade de aplicação em um switch Rubin Ultra ou em um mid‑plane ortogonal de próxima geração.

PTFE oferece perdas de sinal muito menores que as resinas atuais, mas sua baixa adesão entre camadas e o processamento mais complexo tornam a aplicação em placas multicamadas um desafio industrial.

Desafios de fabricação e previsões do setor

As propriedades que tornam o PTFE atraente também complicam sua produção: a materialidade não adere bem, é fina e macia, e exige equipamentos e técnicas diferentes das usadas para epóxis e resinas hidrocarbonadas, que perfuram e metalizam com facilidade.

Estimativas do setor indicam rendimentos globais inferiores a 5% em estágio de amostra; apesar do receio de fornecedores, alguns parceiros listados pela NVIDIA — fabricantes da China, Taiwan e EUA — já teriam adquirido equipamentos capazes de processar PTFE, e o gargalo de produção poderia começar a ser superado em até dois anos, com um cenário mais definido entre 2028 e 2030.

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O que você acha? A adoção do PTFE pode transformar a corrida por chips de IA de alto desempenho? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

Foto: Divulgação

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Perguntas Frequentes

O que a NVIDIA pretende ao testar PTFE (Teflon) em placas NVLink e no Rubin Ultra?

NVIDIA busca reduzir a perda de sinal em enlaces que já operam em torno de 200Gbps por via, melhorando desempenho por watt e permitindo comutação de alta velocidade na própria placa. A aplicação em um switch Rubin Ultra ou em um mid‑plane ortogonal é o objetivo técnico citado.

Quando o PTFE pode sair do estágio de amostra para produção em larga escala?

NVIDIA dificilmente verá adoção em massa imediata: projeções do setor apontam que gargalos de processamento podem ser resolvidos em até dois anos, mas um desfecho claro e adoção ampla só é estimado entre 2028 e 2030, dependendo da evolução do rendimento e da capacidade fabril.

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Quais são os principais obstáculos técnicos para usar Teflon em PCBs de alta camada?

NVIDIA enfrenta limitações como a baixa aderência do PTFE entre camadas, processamento mais caro e difícil, e dificuldade em furar e metalizar; com placas já alcançando mais de 70 camadas e materiais M9 no limite, o rendimento atual foi estimado abaixo de 5% em provas de amostra.

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POR Mariana Costa
Mariana Costa

Editora de conteúdo e atualização de notícias | Mariana Costa atua na produção, apuração e atualização de conteúdos do Diário da Mídia. Especializada em entretenimento, televisão, streaming, celebridades e tendências digitais, acompanha os principais acontecimentos em tempo real para entregar notícias precisas, contextualizadas e relevantes aos leitores.

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