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OpenAI: 10.000 agentes na solução dos Navier‑Stokes e a polêmica

Resumo

OpenAI afirma ter usado um modelo não lançado, superior ao GPT‑6 Astra, junto a cerca de 10.000 agentes de IA para chegar a uma solução do problema de existência e suavidade de Navier‑Stokes, um dos sete problemas do Milênio com prêmio de US$1 milhão. A divulgação desencadeou disputa sobre uso de dados, atribuição de crédito e riscos à ciência aberta, envolvendo matemáticos reconhecidos e pesquisadores do setor.

OpenAI: 10.000 agentes na solução dos Navier‑Stokes e a polêmica
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OpenAI — a empresa anunciou ter chegado a uma solução para o problema de existência e suavidade de Navier‑Stokes usando um modelo não lançado e uma operação massiva de agentes de IA, mas a forma como o resultado foi obtido já provoca acusações de práticas agressivas e receio na comunidade científica.

Como a solução foi apresentada — escala e método

OpenAI relatou que o trabalho combinou pesquisadores humanos com cerca de 10.000 agentes de IA que atuaram por pouco menos de noventa horas, usando um modelo descrito como "significativamente mais capaz que o GPT‑6 Astra". O problema em questão é um dos sete problemas do Milênio do Clay Mathematics Institute, com prêmio de US$1 milhão para a primeira solução correta.

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A empresa também disse que arrancou a iniciativa após ouvir rumores de avanços paralelos em outra linha de pesquisa, e buscou coordenar a divulgação para reconhecer prioridades concorrentes. Ainda assim, a própria nota admite que não é possível descartar que dados desidentificados derivados do uso de seus produtos tenham influenciado a evolução do modelo.

"Disseram‑me que o modelo não consultou dados de usuários."

Reação da comunidade e riscos para a ciência aberta

A reação foi imediata: matemáticos envolvidos reclamaram de pressão e de propostas que, segundo eles, buscavam alterar a atribuição de crédito — incluindo sugestões de remover nomes de colaboradores ligados a concorrentes. Um dos pesquisadores informou que, durante um contato com um pesquisador da OpenAI, recebeu respostas insatisfatórias sobre treinamento e acesso a registros.

Vozes de peso alertaram para impactos sistêmicos: a corrida entre empresas capazes de mobilizar enorme capacidade computacional (cujos custos foram descritos como na casa dos milhões) pode transformar boatos em alvos de esforço massivo de IA, reduzindo incentivos para o compartilhamento aberto de direções promissoras na pesquisa fundamental.

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Perguntas Frequentes

Como a OpenAI diz ter resolvido o problema de Navier‑Stokes?

OpenAI afirma ter utilizado um modelo não lançado, descrito como mais capaz que o GPT‑6 Astra, em conjunto com cerca de 10.000 agentes de IA trabalhando por pouco menos de noventa horas, além de colaboração de pesquisadores humanos; o problema faz parte dos sete problemas do Milênio e carrega prêmio de US$1 milhão.

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O que aconteceu entre OpenAI, Tristan Buckmaster e Levent Alpöge?

OpenAI aparece no centro do atrito após contatar Tristan Buckmaster e Levent Alpöge quando soube de trabalho paralelo em forced Euler; Buckmaster relatou ter participado de uma chamada em que o método parecia similar ao usado por ele e Alpöge, perguntou sobre acesso a logs do Codex e foi informado que "o modelo não consultou dados de usuários", sem esclarecer totalmente questões sobre treinamento.

Quais críticas surgiram sobre os efeitos disso na pesquisa científica?

OpenAI e a magnitude do esforço atraíram críticas de figuras como Terence Tao, que alertou que rumores podem acionar imensos recursos de IA e desincentivar a partilha de pesquisas; também foi citado que o poder computacional empregado teve custos estimados em milhões, o que muda incentivos e pode prejudicar a ciência aberta a longo prazo.

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POR Beatriz Farias
Beatriz Farias

Redação e atualização de notícias | Beatriz Farias atua na produção e atualização de conteúdos do Diário da Mídia, acompanhando os principais acontecimentos do dia a dia. Trabalha com foco em agilidade, apuração e clareza informativa.

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