OpenAI — a disputa judicial entre a empresa e a Apple ganhou novo capítulo com acusações de que um ex-funcionário teria repassado documentos sensíveis sobre um dispositivo ainda não lançado, elevando o risco de impacto direto no desenvolvimento de hardware concorrente.
Acusações centrais: arquivos, apresentação e risco para produtos
De acordo com o documento judicial, o ex-funcionário, que retornou à OpenAI após um período de seis meses na Apple, teria transferido mais de 100 arquivos confidenciais para contas pessoais. Entre os materiais estariam dados de fabricação e imagens detalhadas de pelo menos um produto não divulgado.
Além do envio de arquivos, a petição relata que essa pessoa fez uma apresentação sobre os planos de produto da OpenAI à alta direção da Apple meses atrás, o que aumenta a preocupação sobre a possibilidade de uso dessas informações no roadmap de dispositivos da concorrente.
"A OpenAI está muito preocupada que seus segredos comerciais e informações confidenciais estejam agora circulando dentro da Apple, onde engenheiros da Apple podem moldar os próximos produtos com base no trabalho confidencial e inovador da OpenAI. A OpenAI trouxe essas questões diretamente à Apple, mas até o momento a Apple não forneceu as garantias solicitadas de que não está em posse, nem usou, as informações confidenciais e segredos comerciais da OpenAI."
Movimentos jurídicos, prazos e próximos passos
No processo, a corte autorizou descoberta acelerada, dando à OpenAI um prazo de até duas semanas para entregar provas forenses e materiais relacionados às entrevistas com ex-funcionários. Esses documentos servirão para apurar a extensão da divulgação e embasar eventuais contra-alegações.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Os nomes citados no litígio incluem Chang Liu, Tang Tan e Alyssa Peng; após a entrega das informações solicitadas, esses envolvidos deverão prestar depoimentos. O juiz Edward Davila indicou em audiência que é "altamente provável" a concessão de uma liminar preliminar que proibiria a OpenAI de usar segredos alegadamente apropriados da Apple — uma medida que pode afetar diretamente projetos de hardware em andamento.
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Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
O que a OpenAI alega que o ex-funcionário fez com os arquivos?
OpenAI alega que o ex-funcionário transferiu mais de 100 arquivos altamente confidenciais para contas pessoais, incluindo dados de fabricação e imagens detalhadas de um produto não lançado. A petição afirma também que a pessoa fez uma apresentação sobre planos de produto da OpenAI à liderança da Apple meses atrás, segundo o documento judicial.
Quais medidas judiciais foram tomadas até agora no caso entre OpenAI e Apple?
OpenAI obteve do tribunal autorização para descoberta acelerada, com prazo de até duas semanas para entregar evidências forenses e materiais de entrevistas. O juiz Edward Davila indicou que é “altamente provável” a concessão de uma liminar preliminar que impediria o uso dos segredos alegados, o que pode alterar o rumo do processo.
Quem pode ser chamado a depor no processo entre OpenAI e Apple?
No processo, as pessoas mencionadas incluem Chang Liu, Tang Tan e Alyssa Peng; essas três deverão prestar depoimento após a Apple receber as informações solicitadas na descoberta. A presença desses nomes no documento faz parte das medidas de coleta de prova previstas na petição apresentada em 14 de outubro de 2026.
Mariana Costa