Paolla Oliveira — a atriz voltou a denunciar a circulação de imagens e vídeos falsos que usam sua imagem para criar deepfakes de teor sexual, um problema que, segundo pesquisa citada por ela, já aparece em escala comercial e organizada.
- Flash resumo: levantamento do NetLab/UFRJ localizou 198 anúncios com a imagem de Paolla em pouco mais de três meses.
- Flash resumo: a maior parte do conteúdo direcionava usuários a grupos privados em aplicativos de mensagens para comercialização de deepfakes pornográficos.
A dimensão pública do ataque à imagem
Em entrevista ao Fantástico, exibida nesse domingo (2/8), Paolla Oliveira explicou que tem sido alvo recorrente de fraudes digitais que colocam seu rosto e voz em cenas que ela nunca participou.
O avanço das ferramentas de inteligência artificial tornou esses falsos conteúdos mais fáceis de produzir e mais rápidos de circular em redes sociais e aplicativos de mensagens, ampliando o alcance do dano à reputação.
“Tem fotos minhas na internet que eu nunca tirei, vídeos meus falando coisas que eu nunca disse, corpo circulando por aí com rosto em cima que não é o meu”.
Pesquisa, comércio e o caminho de disseminação
O levantamento citado por Paolla foi realizado pelo NetLab, laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que identificou 198 anúncios fraudulentos com a imagem da atriz em pouco mais de três meses.
Segundo a pesquisa, a maioria das publicações não apenas expõe material falso, mas também encaminha usuários para grupos privados em aplicativos de mensagens onde deepfakes pornográficos são comercializados, o que transforma a violação em produto de mercado.
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Perguntas Frequentes
Como Paolla Oliveira denunciou os deepfakes e quando ela falou sobre isso?
Paolla Oliveira denunciou publicamente o uso indevido de sua imagem em entrevista ao Fantástico, exibida nesse domingo (2/8). Ela já havia alertado seguidores no fim de junho sobre a circulação de fotos e vídeos falsos, citando então um levantamento do NetLab/UFRJ que detectou anúncios fraudulentos envolvendo sua imagem.
O que o levantamento do NetLab/UFRJ revelou sobre os anúncios com a imagem de Paolla Oliveira?
O levantamento do NetLab, laboratório da UFRJ, identificou 198 anúncios fraudulentos com a imagem de Paolla Oliveira em pouco mais de três meses. A pesquisa apontou que grande parte dessas publicações encaminhava usuários para grupos privados em aplicativos de mensagens onde deepfakes pornográficos eram oferecidos.
O que é deepfake sexual no caso relatado por Paolla Oliveira?
Deepfake sexual, no caso relatado por Paolla Oliveira, é conteúdo falso criado por inteligência artificial que usa o rosto ou a voz de uma pessoa para produzir imagens, vídeos ou áudios de teor sexual sem seu consentimento. A atriz citou exemplares como fotos e vídeos que ela diz nunca ter produzido.
Onde estavam sendo comercializados os deepfakes que usam a imagem de Paolla Oliveira?
Paolla Oliveira teve imagens ligadas a anúncios que, conforme a pesquisa do NetLab/UFRJ, direcionavam usuários para grupos privados em aplicativos de mensagens. Nesses espaços, segundo o levantamento, deepfakes pornográficos eram comercializados, transformando a violação em atividade remunerada.
Quais riscos Paolla Oliveira apontou sobre a disseminação dessas imagens falsas?
Paolla Oliveira expressou preocupação com a disseminação das imagens e vídeos falsos e com o impacto sobre sua privacidade e reputação, destacando que a tecnologia facilita fraudes. Ela afirmou que há “um movimento muito gigante” e alertou para a necessidade de proteção diante dessa corrida tecnológica.
Leticia Rodrigues
