Polymarket — a plataforma que oferece mercados de previsão e negociação de contratos, opera de forma legítima internacionalmente, mas apresenta riscos claros: perda integral do capital, complexidade de liquidez e exposição a fraudes. Para usuários no Brasil, há ainda a barreira jurídica: o país aparece na relação de territórios bloqueados da plataforma e autoridades locais adotaram medidas contra esses serviços.
Riscos práticos e limitações operacionais
A Polymarket permite comprar contratos que variam normalmente entre US$ 0 e US$ 1, com o contrato vencedor sendo liquidado por US$ 1 e o perdedor expirando sem valor. Isso significa que uma posição comprada a US$ 0,70 pode render ganho bruto ou perda total do montante investido, sem garantia de retorno.
Além do risco de previsão errada, o preço é formado por negociações entre usuários; ordens de grande valor podem deslocar cotações e mercados com baixa liquidez podem impedir venda ao preço esperado. Há também custos — taxas para takers e eventuais encargos de rede ou intermediários — que reduzem ganhos potenciais.
"Nem mesmo seus funcionários devem receber o código de seis dígitos utilizado para entrar em uma conta."
Bloqueio no Brasil, medidas regulatórias e prevenção
A versão internacional da Polymarket utiliza infraestrutura de blockchain e USDC como meio de depósito e liquidação, e opera de forma não custodial, o que traz riscos específicos ligados a chaves, redes e contratos inteligentes. Uma transferência para a rede errada pode ser irreversível ou exigir procedimentos complexos de recuperação.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Do lado regulatório, o Brasil aparece expressamente na lista de restrições geográficas consultada pela plataforma. Em 24 de abril de 2026, autoridades brasileiras iniciaram o bloqueio de plataformas de apostas preditivas, e medidas legislativas subsequentes reforçaram restrições ao modelo. Usar VPN ou ferramentas para contornar bloqueios é proibido pela própria documentação da Polymarket e não altera a situação regulatória.
O que você acha? Você acredita que as restrições protegem os usuários ou que acabam limitando o acesso? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
A Polymarket é confiável para operar sem riscos?
A Polymarket é uma plataforma real de mercados de previsão, com documentação pública e processos de resolução, mas não é livre de riscos: contratos podem expirar sem valor, liquidez pode faltar e taxas de negociação (como as cobradas de takers) reduzem ganhos. Para brasileiros, a operação é ainda limitada pela inclusão do país na lista de bloqueio.
Por que a Polymarket está bloqueada no Brasil e quais medidas existem?
A Polymarket consta entre os territórios bloqueados pela própria plataforma, e o bloqueio no Brasil foi viabilizado por medidas das autoridades que, em 24 de abril de 2026, iniciaram restrições a mercados preditivos. Posteriormente, a alteração legislativa representada pela Medida Provisória nº 1.394, de 25 de setembro de 2026, inseriu novo recorte regulatório sobre apostas de quota fixa.
É possível sacar fundos da Polymarket se eu tiver saldo bloqueado?
A Polymarket internacional documenta um procedimento de retirada em criptomoedas, envolvendo seleção de token, rede e endereço de destino; a plataforma utiliza USDC e um modelo não custodial. Contudo, questões regulatórias, bloqueios geográficos e problemas técnicos podem limitar ou impedir saques para usuários localizados no Brasil.
Beatriz Farias