Regal Cinemas — a iniciativa aposta que mudar a ocupação das sessões pode recuperar público sem depender de novos filmes, novas salas ou subsídios. O piloto entrega períodos e telas subutilizadas a um programador independente com a missão de maximizar público, numa resposta direta à queda sustentada de admissões no setor.
Como o programa vai operar na prática
O modelo prevê que cinemas participantes ofereçam um número predefinido de telas e horários que estariam ociosos, cedendo-os a um programador neutro cujo único objetivo é aumentar a audiência. Esse programador terá liberdade para combinar estreias amplas, documentários, títulos de repertório e eventos especiais, sem vínculos obrigatórios com estúdios ou prioridades de circuito.
Cinco princípios regem a participação: adesão opt-in; manutenção das janelas e calendários de lançamento existentes; supervisão independente por período fixo; uso exclusivo de capacidade que ficaria escura; e compartilhamento dos resultados com todos os locais envolvidos.
No setor norte‑americano, as admissões em salas totalizaram cerca de 770 milhões em 2025, uma queda de aproximadamente 37% em relação a 2019, com ocupação média entre 11% e 15%.
Objetivo: testar se programação sozinha basta
O objetivo declarado do piloto é avaliar se inovação na programação — sem alterar o fluxo de lançamentos, abrir novas salas ou injetar subsídios — pode produzir um aumento mensurável nas admissões. A proposta parte da hipótese de que o problema é, em boa parte, uma incompatibilidade entre o que é exibido, onde e quando.
O projeto estreia em mercados selecionados no quarto trimestre deste ano, com um relatório inicial programado para a primeira metade de 2027, a fim de orientar decisões coletivas dos participantes sobre eventuais ajustes futuros.
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Perguntas Frequentes
O que é o piloto Future of Distribution e quando ele começa a operar?
Regal Cinemas lançou o piloto Future of Distribution no Lumière Summit em Saint‑Paul‑de‑Vence; a operação começa em mercados selecionados no quarto trimestre deste ano. Um relatório inicial com achados e recomendações está previsto para a primeira metade de 2027, servindo como base para decisões de programação coletiva.
Como funcionará a programação sob o modelo do programador neutro?
O piloto Future of Distribution coloca um programador neutro responsável por maximizar a frequência em telas e horários que ficariam ociosos, combinando estreias amplas, documentários, repertório e eventos especiais. A participação é opt-in, respeita janelas existentes e opera sob supervisão independente por período fixo.
Quais metas e métricas a iniciativa pretende mudar na indústria?
Regal Cinemas e parceiros querem medir se programação inovadora pode aumentar admissões sem novos filmes, telas ou subsídios. O teste mira reverter a tendência que deixou as admissões norte‑americanas em cerca de 770 milhões em 2025 (queda ~37% desde 2019) e melhorar ocupações médias atualmente entre 11% e 15%.
Leticia Rodrigues