Reino Unido — a tensão pós-Brexit reaparece no setor automotivo: Bruxelas lançou o selo "Made in EU" com metas de compras públicas para favorecer conteúdo local, e o governo britânico busca se posicionar para não perder mercado frente às montadoras chinesas que avançam na Europa.
UE aposta em compras públicas e subsídios para impulsionar indústria
A nova política, parte da chamada Lei do Acelerador Industrial, pretende que governos do bloco priorizem veículos e tecnologias de baixo carbono com maior conteúdo local por meio de subsídios, leilões e compras públicas.
O pacote estimula um aporte anual superior a €2 bilhões, valor que a peça oficial indica representar 14% do produto econômico da União Europeia, com objetivo declarado de reduzir a dependência de tecnologias verdes importadas, como painéis solares e componentes para veículos elétricos.
"parceiro confiável"
Reino Unido pressiona por inclusão e quer defender suas vendas
O primeiro-ministro britânico Andy Burnham expressou insatisfação com a exclusão automática pós-Brexit e tem defendido a entrada do Reino Unido como membro ou parceiro da iniciativa, para sustentar vendas e cadeias de valor locais.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Há precedentes de associações fora dos 27 membros — Islândia, Noruega e Liechtenstein já figuram entre parceiros, e o Canadá foi citado como possível inclusão — o que abre espaço político para negociações que beneficiem fabricantes britânicos.
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Perguntas Frequentes
Por que o Reino Unido quer entrar no "Made in EU" e o que muda para suas fábricas?
O Reino Unido busca entrar no "Made in EU" para proteger vendas e cadeias produtivas diante do avanço de marcas chinesas na Europa. A inclusão permitiria ao mercado britânico acessar compras públicas e subsídios previstos pela Lei do Acelerador Industrial, que prevê aporte anual superior a €2 bilhões e regras para favorecer conteúdo local.
Como a Lei do Acelerador Industrial e o selo "Made in EU" funcionam na prática?
A Lei do Acelerador Industrial estabelece critérios para compras públicas e subsídios destinados a veículos e tecnologias de baixo carbono, com objetivo de reforçar produção local. O mecanismo concentra incentivos para governos do bloco e contempla um aporte na ordem de €2 bilhões ao ano, visando reduzir dependência de tecnologias verdes importadas.
Quais países já participam do programa e onde o Reino Unido se encaixaria?
A iniciativa "Made in EU" abrange os 27 membros da União Europeia e associações já conhecidas, como Islândia, Noruega e Liechtenstein; menções foram feitas à possível inclusão do Canadá. O Reino Unido, por ter saído do bloco, busca negociar um status de parceiro para preservar suas vendas automotivas e acesso a compras públicas.
Mariana Costa