Simone Mendes — novos documentos e laudos do processo sobre o desabamento em São Paulo reavivam a disputa judicial e mostram elementos que colocaram em risco a vida e o patrimônio de moradores vizinhos.
- Flash resumo: perícia técnica apontou falta de drenagem; ação de R$ 1,3 milhão tramita, com pedido de R$ 1 milhão por danos morais.
Perícia e evidências técnicas que ligam o desabamento à obra
O episódio ocorreu em 6 de novembro de 2024, quando uma massa de água, lama e destroços atingiu a residência do guitarrista Léo Stuart, da banda Tihuana, danificando pomar, piscina, lago de carpas e a parte térrea da casa.
Laudos do Instituto de Criminalística registraram ausência de canaletas e tubulações para escoamento das chuvas, além de terreno desmatado que teria favorecido o fluxo de água em direção à propriedade atingida.
"nunca teria procurado Leonardo, sequer para saber se estava tudo bem com ele"
Valores, decisões judiciais e o estágio atual do processo
A ação proposta pela empresa representada por Léo pede R$ 1,3 milhão no total, incluindo R$ 1 milhão por danos morais. A Justiça determinou reparos no imóvel afetado, com prazo de 30 dias úteis e multa diária de R$ 2 mil, limitada a R$ 200 mil.
Em abril de 2026 a tutela de urgência foi mantida por unanimidade pela 36ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo; a defesa recorreu e, em agosto, apresentou Recurso Especial para possível análise no STJ. Não há condenação criminal definitiva com base no artigo 256 do Código Penal.
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Perguntas Frequentes
O que aconteceu na casa do guitarrista Léo Stuart em 6 de novembro de 2024?
O desabamento que atingiu a casa de Léo Stuart, guitarrista da banda Tihuana, ocorreu em 6 de novembro de 2024 e envolveu uma avalanche de água, lama e destroços. O material alcançou o pomar, a piscina, o lago de carpas e invadiu a área térrea, causando danos materiais e perda de uma carpa.
Simone Mendes foi responsabilizada criminalmente pelo desabamento?
Simone Mendes não tem condenação criminal definitiva relacionada ao caso. O boletim de ocorrência foi registrado inicialmente como crime previsto no artigo 256 do Código Penal, cujas penas variam de um a quatro anos (ou, na modalidade culposa, seis meses a um ano), mas eventual responsabilização depende do andamento das investigações.
O que o Instituto de Criminalística concluiu sobre as causas do desabamento?
O Instituto de Criminalística constatou ausência de canaletas e outros mecanismos de drenagem na área da obra, além de desmatamento no terreno que, segundo o laudo, favoreceu o deslocamento da água em direção à residência de Leonardo. O documento também registrou que a área originária do desabamento ficava na obra vizinha.
Qual é o valor pedido na ação e quais medidas a Justiça determinou?
A ação movida pela empresa representada por Léo Stuart pede R$ 1,3 milhão, com R$ 1 milhão por danos morais. A Justiça obrigou a realização de reparos, incluindo reconstrução de muros, com prazo de 30 dias úteis e multa diária de R$ 2 mil, limitada a R$ 200 mil; a tutela de urgência foi mantida em abril de 2026.
Existem laudos conflitantes sobre responsabilidade técnica pelo colapso?
Simone Mendes apresentou um laudo particular assinado pela engenheira Lícia Mahtuk Freitas, que não atribuiu falhas à obra da cantora, apontando problemas no muro da propriedade de Léo. Em contrapartida, a perícia judicial, conduzida pelo engenheiro Walmir Pereira Modotti, indicou ausência de drenagem no muro e descreveu o solo saturado como fator que aumentou a pressão até o colapso.
Thiago Nogueira
