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Stellantis pode se associar a até 10 montadoras chinesas

Resumo

Herlander Zola, presidente da Stellantis na América do Sul, afirmou em um almoço com jornalistas que o grupo pode se associar a até dez montadoras chinesas para manter competitividade na região. A estratégia já inclui a Leapmotor e negociações com a Dongfeng, e tem levado à revisão do cronograma de lançamentos e do plano de investimentos de R$ 30 bilhões no Brasil, com impacto potencial nas fábricas de El Palomar e Córdoba, na Argentina.

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Stellantis pode se associar a até 10 montadoras chinesas
Foto: Divulgação
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Stellantis — a possibilidade de alianças amplas com fabricantes chinesas coloca em xeque o futuro de fábricas argentinas, força a revisão de investimentos e altera a dinâmica competitiva do mercado sul-americano.

Alianças com chinesas: opções e alcance

A Stellantis reúne marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën e Ram, além da chinesa Leapmotor, incorporada recentemente para fortalecer a disputa com rivais asiáticos.

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Herlander Zola sinalizou que a companhia pode fechar parcerias com mais uma, duas ou até dez empresas chinesas, citando conversas já em curso com a Dongfeng e a estratégia de ampliar tecnologia, escala e portfólio na região.

O grupo reúne Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën e Ram, além da chinesa Leapmotor, integrada ao portfólio para ampliar capacidade competitiva.

Impactos industriais, emprego e investimentos

As negociações preveem produzir veículos em fábricas já existentes e desenvolver novos produtos em conjunto, além de discutir facilidades para importação de CKD (completely knocked down) ou SKD (semidesmontados) da China.

A adoção ampliada de CKD teria efeito direto sobre o emprego local: a montagem via CKD exigiria cerca de 10% do contingente de 35 mil colaboradores da Stellantis na América do Sul, segundo projeções citadas na apuração.

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A abertura do mercado na Argentina, promovida pelo governo de Javier Milei, acelerou a reavaliação: a Peugeot, por exemplo, viu sua participação no mercado argentino recuar de 9% para 5% em um período de retração das vendas, e a empresa considera manter, fechar uma ou encerrar ambas as unidades de El Palomar e Córdoba conforme as novas regras.

O avanço das marcas chinesas já se reflete em vendas: o BYD Dolphin Mini entrou no top três dos carros mais vendidos no Brasil e aparece em disputa direta com modelos como o Jeep Avenger na faixa de aproximadamente R$ 120 mil, pressionando preços e posicionamento de produto.

O ritmo dessa concorrência levou a Stellantis a rever o calendário de lançamentos e tecnologias originalmente previsto, em paralelo ao ajuste de um plano de investimentos de R$ 30 bilhões no Brasil até 2030.

O que você acha? O que você acha dessa estratégia de alianças e dos possíveis efeitos nas fábricas argentinas? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

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Perguntas Frequentes

Quantas parcerias a Stellantis está disposta a fechar com montadoras chinesas na América do Sul?

A Stellantis pode se associar a até dez montadoras chinesas na América do Sul, afirmação trazida por Herlander Zola em um almoço com jornalistas. Entre as opções já citadas estão a Leapmotor, que passou a integrar o portfólio, e tratativas com a Dongfeng para ampliar tecnologia e escala regional.

Como as possíveis alianças afetariam as fábricas da Stellantis na Argentina?

As fábricas da Stellantis em El Palomar e Córdoba, na Argentina, podem ser mantidas, fechadas ou encerradas ambas conforme as regras do governo de Javier Milei. A montagem via CKD reduziria emprego local: um modelo CKD exigiria cerca de 10% dos 35 mil colaboradores da Stellantis na América do Sul.

O que mudou no plano de investimentos da Stellantis por causa da concorrência chinesa?

O plano de investimentos da Stellantis no Brasil, de R$ 30 bilhões até 2030, vem sendo revisado diante do avanço das marcas chinesas e da entrada do BYD Dolphin Mini no top três de vendas. A revisão altera o cronograma de lançamentos e as prioridades tecnológicas, com impacto direto no portfólio e preço de modelos na faixa de R$ 120 mil.

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POR Marcos Antonio
Marcos Antonio

Advogado e colunista esportivo | Marcos Antonio é formado em Direito e atua como colunista esportivo do Diário da Mídia. Apaixonado por futebol, escreve análises e conteúdos sobre esportes com uma visão crítica, técnica e interpretativa dos acontecimentos.

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