Tatiana Huezo — a cineasta mexicana-salvadorenha foi anunciada como convidada de honra do IDFA, em uma edição que promete colocar sua obra no centro da programação entre 12 e 22 de novembro. A presença de Huezo será marcada por uma retrospectiva ampla, uma seleção pessoal de filmes e uma conversa estendida que deve atrair público e crítica.
Retrospectiva, Top 10 e conversa estendida com Huezo
A homenagem a Tatiana Huezo inclui uma mostra completa de sua filmografia e uma lista pessoal de dez filmes escolhidos pela própria diretora, formato que permite mapear influências e trajetórias.
A programação prevê ainda uma conversa longa com Huezo como evento central desta edição, oferecendo contexto sobre a transição entre documentário e ficção presente em seus trabalhos.
“Tatiana Huezo desenvolveu um conjunto de obras que transitam entre documentário e ficção, explorando como as consequências violentas do crime organizado e de turbulências políticas moldam a vida íntima de famílias e comunidades. Seu cinema se sustenta na observação próxima e numa linguagem visual e sonora atenta, permitindo que memórias e experiências aflorarem através da atmosfera e de relatos profundamente pessoais.”
Dead Angle, DocLab e destaques da programação
O programa Dead Angle: Common Ground foi anunciado como um foco multianual que busca revelar o que fica fora do campo de visão direto, e nesta edição explora modos de solidariedade e encontros comunitários em contextos de crise.
Entre os títulos citados estão clássicos como “The Battle Front for the Liberation of Japan – Summer in Sanrizuka” (1968) de Shinsuke Ogawa e o premiado “American Dream” (1990) de Barbara Kopple, além de filmes contemporâneos que documentam formas de resistência e conexão social.
Paralelamente, o IDFA DocLab chega à sua 20ª edição sob o tema “Shared Realities”, reunindo arte imersiva, arquivos e novas formas de apresentação em espaços como de Brakke Grond, ARTIS-Planetarium, Droog e Tobacco Theatre. A seleção completa do festival será divulgada em 13 de outubro.
A programação também reserva um destaque para o cineasta norte-americano William Greaves, com títulos como a recém-completada “Once Upon a Time in Harlem” (2026), “Symbiopsychotaxiplasm: Take One” (1971) e “The Fight [The William Greaves Director’s Cut]” (1973), recolocando em foco uma filmografia que dialoga com a história cultural e política.
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Perguntas Frequentes
Quando Tatiana Huezo será homenageada no IDFA e o que a homenagem inclui?
A homenagem a Tatiana Huezo ocorrerá durante o IDFA, entre 12 e 22 de novembro, com uma retrospectiva completa de sua obra, uma seleção pessoal Top 10 e uma conversa estendida que funciona como o evento central da edição. A programação visa mapear sua passagem entre documentário e ficção e destacar títulos-chave.
Quais filmes de Tatiana Huezo estarão em destaque no IDFA e que prêmios eles já conquistaram?
A retrospectiva de Tatiana Huezo revisita “The Tiniest Place” (2011), que esteve em mais de 80 festivais e venceu melhor longa no Visions du Réel; “Prayers for the Stolen” (2021), sua estreia em ficção; e “The Echo” (2023), título apoiado pelo IDFA Bertha Fund que venceu o prêmio de melhor documentário na Berlinale em 2023.
Com Tatiana Huezo no centro, o que é o Dead Angle: Common Ground e como ele se conecta ao DocLab “Shared Realities”?
Com Tatiana Huezo no centro da atenção, o Dead Angle: Common Ground se apresenta como um programa que examina formas de união e solidariedade, sucedendo os focos “Borders” (2024) e “Institutions” (2025). O IDFA DocLab, em sua 20ª edição como “Shared Realities”, complementa ao explorar arte imersiva e arquivos, com a seleção completa anunciada em 13 de outubro.
Samuel Vitor