Teens & Screens — o mais recente relatório do Center for Scholars & Storytellers da UCLA pinta um panorama claro: a maneira como jovens entendem e consomem “histórias” mudou, e a indústria que insiste em modelos tradicionais corre o risco de perder audiência se não adaptar formatos, personagens e processos de escuta.
Principais descobertas que alteram a régua da narrativa
O estudo de 2026 ouviu mais de 1.500 adolescentes entre 10 e 24 anos e revela que 72,9% dos entrevistados apontam o YouTube como o principal meio para contar histórias, contrariando a noção de que apenas longas-metragens e séries são “narrativas reais”.
Os dados também mostram tendências claras sobre elenco e autenticidade: 16,8% dos jovens afirmaram que não escalariam um influenciador para um projeto, enquanto quase 40% preferem contratar um ator desconhecido.
Sobre tecnologia, as atitudes variam por faixa etária: entre quem tem 19 anos, 27,4% descrevem a presença da IA na mídia como “doom” (visão negativa), ao passo que 44,2% dos adolescentes de 10 a 13 anos a consideram “fascinante”.
Julia Stiles chora em tributo a Heath Ledger no Dancing With the Stars
Onde assistir e detalhes →
Cyberpunk: Edgerunners 2 — dublagem em português ainda sem confirmação
Onde assistir e detalhes →
Engin Akyürek nega estar casado após sucesso de Meu Nome é Farah
Onde assistir e detalhes →
Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Em termos de representação, 55% dos participantes querem ver mais personagens neurodivergentes, e 57,3% pedem maior presença de relações platônicas na tela — pistas objetivas para quem decide roteiro e casting.
“Adultos estão criando histórias que acham que vão ressoar com os jovens, mas não estão realmente conversando com muitos jovens para fazer isso.”
O que essas escolhas mudam para estúdios e criadores
O relatório sinaliza que formatos curtos e plataformas de vídeo são parte da gramática narrativa que as novas gerações dominam — não necessariamente para substituir cinema e TV, mas para influenciar estilo, ritmo e temas que esperam ver em longas e séries.
A pesquisa terá reflexo prático: o Teens & Screens organiza um encontro na UCLA com painéis e representantes da indústria para traduzir esses dados em práticas de desenvolvimento e escuta. Entre as recomendações destacam-se ouvir jovens diversos do país e reconhecer a complexidade das preferências etárias.
Foto: Divulgação
O que você acha? O que essas mudanças na forma de contar histórias significam para filmes e séries que você acompanha? Para acompanhar mais reportagens do setor, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
O que o relatório Teens & Screens da UCLA diz sobre quais plataformas jovens consideram capazes de contar uma história?
O relatório Teens & Screens da UCLA mostra que 72,9% dos jovens entrevistados apontam o YouTube como o principal meio narrativo, indicando que conteúdos curtos também são percebidos como veículos legítimos de história; a amostra incluiu mais de 1.500 adolescentes entre 10 e 24 anos.
Como a Geração Z e a Gen Alpha enxergam a inteligência artificial, segundo o Teens & Screens?
A Geração Z e a Gen Alpha, segundo o Teens & Screens, demonstram visões divididas sobre IA: 27,4% dos entrevistados aos 19 anos descrevem a presença da IA na mídia como “doom”, enquanto 44,2% dos participantes de 10 a 13 anos a consideram “fascinante”, mostrando percepções muito distintas por idade.
Que mudanças de elenco e representatividade o Teens & Screens recomenda para produtores e estúdios?
O Teens & Screens indica prioridade em diversidade e relações autênticas: 55% dos jovens querem mais personagens neurodivergentes e 57,3% desejam mais amizades platônicas; além disso, 16,8% não escolheriam um influenciador para um papel e quase 40% preferem atores desconhecidos.
Leticia Rodrigues