The Assassin(s) — a abertura da 37ª edição do Singapore International Film Festival foi mantida apesar de pressão política vinda da Coreia do Sul, e a decisão do festival deixou claro o impacto direto dessa postura sobre liberdade artística e segurança dos criadores.
Festival insiste na exibição e afirma proteção à expressão
O Singapore International Film Festival manteve o longa como filme de abertura e justificou a escolha pelo mérito artístico, preservando a relação direta entre obra e público no evento realizado no Sands Theatre, Marina Bay Sands.
Em 6 de outubro, o partido People Power Party enviou carta pedindo a reversão da seleção; o festival respondeu nos dias seguintes que o trabalho havia sido escolhido por seu processo curatorial independente e manteve a programação.
“Nós temos uma política de não cortes. Recusamos mostrar qualquer coisa que tenha sido censurada, porque acreditamos que os filmes devem ser vistos como seus criadores imaginaram e nada deve alterar essa visão.”
O filme, a controvérsia na Coreia e as repercussões em festivais
The Assassin(s), de Hur Jin‑ho, retorna à data de 15 de agosto de 1974, quando a primeira‑dama Yuk Young‑soo foi baleada no National Theater, e toma como fio narrativo a investigação do episódio.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →O elenco principal inclui Yoo Hae‑jin como um inspetor de polícia, Park Hae‑il como editor sênior de jornal e Lee Min‑ho como repórter iniciante. O filme evita imputar um culpado específico, postura que alimentou parte das críticas.
A disputa já afetou a circulação: na Coreia, o Busan International Film Festival cancelou um evento com Lee Min‑ho, e a distribuidora Hive Media Corp. retirou o elenco e a equipe de aparições oficiais em Busan por razões de segurança. Também houve pedidos de investigação por parte de um ex‑vereador do PPP.
Dados citados pelos críticos incluem uma pesquisa na qual 58,2% dos entrevistados disseram que o filme distorce a história; familiares de Park e fundações ligadas ao casal também manifestaram objeções. Os produtores, em 28 de setembro, ressaltaram que o filme não apresenta hipóteses como fatos históricos.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
Por que The Assassin(s) gerou protestos na Coreia e qual foi a resposta do SGIFF?
The Assassin(s) tornou‑se alvo de protestos depois que o partido People Power Party, representando 109 legisladores, pediu em 6 de outubro que o festival retirasse o filme, alegando distorção histórica; o SGIFF manteve a seleção e, em 7 de outubro, afirmou que a obra foi escolhida por seu processo curatorial independente e por seu mérito artístico.
O que exatamente The Assassin(s) retrata e quem são os protagonistas?
The Assassin(s) revisita o atentado de 15 de agosto de 1974 contra a primeira‑dama Yuk Young‑soo e acompanha a investigação do caso em formato de thriller; o elenco principal inclui Yoo Hae‑jin como um inspetor, Park Hae‑il como editor sênior e Lee Min‑ho como repórter, e a narrativa evita nomear um responsável direto.
Que consequências práticas a controvérsia já teve para a equipe e para exibições do filme?
The Assassin(s) já sofreu cancelamentos de eventos promocionais — o Busan International Film Festival suspendeu uma conversa com Lee Min‑ho e a distribuidora Hive Media Corp. retirou o elenco de aparições em Busan — e houve pedidos formais de investigação envolvendo Hur, o CEO da Hive, Kim Won‑kuk, e os roteiristas; associações da indústria defenderam a equipe.
Beatriz Farias