Too Much Sugar — o novo documentário de Robert Greene vira, aos poucos, uma espécie de experimento cinematográfico que desmonta a narrativa do patriarca central e revela contradições internas na família. O impulso inicial de filmar “sobre paternidade” se desfaz quando outros membros tomam a câmera e reescrevem a história.
- Flash resumo: Greene permite que cada participante faça curtas próprias; o resultado vira um retrato multifacetado que subverte o protagonista Ryan Hollinger.
Do protagonista ao coral: como a dinâmica muda
O filme começa centrado em Ryan Hollinger, personagem carismático que se autodenomina “Holli-wood” e que aparece como um pai barulhento, ex-lutador amador de MMA e carpinteiro de uma cidade do Missouri. Sua imagem dominante é progressivamente contestada por relatos e pequenos filmes feitos por seus filhos e parceiros.
A estrutura de “filmes dentro do filme” permite que cada pessoa mostre sua versão: do pastiche de horror à farsa elaborada, passando por autorretratos verité. Essa multiplicidade de vozes desloca o controle narrativo de Ryan e transforma o documentário numa peça coral sobre memória e poder simbólico dentro da família.
“Meu pai é narcisista?” perguntou um dos filhos enquanto discute a função do projeto na validação de comportamentos paternos.
Equipe, temas e caminhos de exibição
Além de Robert Greene na direção e edição, a equipe inclui o diretor de fotografia Robert Kolodny e trilha assinada por Wilkie Davis‑Greene. Estudantes de jornalismo documental da University of Missouri também participaram da produção, ampliando o caráter colaborativo do projeto.
Temas centrais do filme são paternidade, luto, trauma, cura e libertação. Com estreia prevista na mostra Orizzonti de Veneza e exibição em Soho Screening Rooms, Londres, a obra — com 98 minutos de duração — surge como peça atraente tanto para distribuidores de circuito independente quanto para plataformas de streaming.
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Perguntas Frequentes
O que é Too Much Sugar e quem dirige o documentário?
O documentário Too Much Sugar é dirigido por Robert Greene e funciona como um projeto colaborativo sobre uma família do Missouri. O filme estreou na mostra Orizzonti de Veneza e teve exibição em Soho Screening Rooms, Londres; a duração oficial citada é de 98 minutos.
Como Too Much Sugar retrata Ryan Hollinger e sua família?
Ryan Hollinger em Too Much Sugar surge como figura central, conhecido como “Holli-wood”, com seis filhos de cinco mulheres e passado como lutador amador e carpinteiro. O filme mostra também vozes dissidentes — filhos, parceiras e amigos — que oferecem visões contrastantes sobre sua presença e ausência.
Qual foi a abordagem de Robert Greene na produção de Too Much Sugar?
A abordagem de Robert Greene em Too Much Sugar consistiu em permitir que os participantes criassem curtas próprios, que foram então editados em um retrato coletivo. A produção contou com alunos da University of Missouri, fotografia de Robert Kolodny e trilha de Wilkie Davis‑Greene.
Quais temas Too Much Sugar explora além da paternidade?
Too Much Sugar aborda, além da paternidade, temas como luto, trauma, cura e libertação, articulando essas questões por meio de filmes caseiros e cenas verité. A diversidade formal do material ajuda a transformar conflitos íntimos em debate público sobre autoria e autenticidade no documentário.
Qual a duração de Too Much Sugar e onde foi exibido recentemente?
Too Much Sugar tem 98 minutos de duração e foi exibido na seção Orizzonti do Festival de Veneza, seguindo para uma sessão no Soho Screening Rooms em Londres em 26 de agosto; a circulação em festivais indica interesse potencial de distribuidoras e plataformas.
Samuel Vitor
