T‑Roc e Taos — a Volkswagen prepara para o Brasil híbridos plenos que trocam a tradicional caixa de múltiplas relações por uma solução com apenas uma marcha mecânica, deslocando parte do trabalho de tração para o sistema elétrico e mudando a lógica de condução em baixa velocidade.
Transmissão inédita e arquitetura do trem de força
A proposta une o motor 1.5 TSI Evo2 turbo flex ao conjunto elétrico: o propulsor a combustão rende 150 cv e 25,5 kgfm, enquanto o motor elétrico tem 170 cv. A potência combinada divulgada permanece em 170 cv e o torque total alcança 31,6 kgfm.
A transmissão usa uma única marcha mecânica acoplada por embreagem multidisco, com seletor giratório. Abaixo de 60 km/h, as rodas são sempre tracionadas pelo motor elétrico — no modo EV a energia vem de uma bateria de íons de lítio de 1,6 kWh prevista sob o banco traseiro.
A potência combinada permanece em 170 cv, enquanto o torque total chega a 31,6 kgfm.
Modificações de tamanho, nomes e cronograma
O T‑Roc brasileiro, internamente chamado Saga, será maior que a versão europeia — perto de 4,50 m de comprimento e distância entre eixos entre 2,65 m e 2,70 m — mantendo a silhueta de SUV cupê, mas com diferenças visuais. A decisão sobre usar ou não o nome T‑Roc ainda não está definida.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →O novo Taos deve conservar o nome e terá carroceria derivada do SUV chinês Jetta VS8, painel com grandes telas digitais e medidas previstas: cerca de 4,63 m de comprimento, 1,85 m de largura, 1,62 m de altura e 2,73 m de distância entre eixos.
Na operação, o sistema alterna entre modos: no Serial o 1.5 TSI pode funcionar como gerador, alimentando a bateria; a partir de 60 km/h o modo Paralelo conecta a marcha mecânica ao diferencial dianteiro para que o motor turbo flex mova as rodas com auxílio elétrico quando necessário. A solução se aproxima do que a Honda usa em modelos e:Hybrid e lembra configurações vistas na BYD.
A plataforma escolhida é a MQB 37 (MQB Evo). O Saga deve chegar ao mercado entre o fim de 2027 e o começo de 2028, com o A‑SUV (próxima geração do Taos) previsto para aproximadamente um ano depois. A Volkswagen já havia mostrado essa direção em 2024 ao apresentar a plataforma MQB Hybrid; o pacote de investimentos na região foi atualizado para R$ 20 bilhões até 2028.
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Perguntas Frequentes
Quando o T‑Roc híbrido flex, chamado internamente de Saga, deve estrear no Brasil?
O T‑Roc híbrido flex, conhecido internamente como Saga, tem previsão de lançamento entre o fim de 2027 e o começo de 2028. A nova geração do Taos (A‑SUV) está programada para chegar cerca de um ano depois, ambos construídos sobre a plataforma MQB 37/MQB Evo e integrando o plano de investimentos atualizado para R$ 20 bilhões até 2028.
Como funciona a transmissão de uma marcha dos híbridos flex da Volkswagen?
A transmissão dos híbridos flex da Volkswagen utiliza apenas uma marcha mecânica ligada por embreagem multidisco, enquanto o conjunto elétrico cuida das demais relações de funcionamento. Abaixo de 60 km/h o motor elétrico traciona as rodas; a bateria de íons de lítio tem 1,6 kWh e fica sob o banco traseiro, e o seletor de marcha será giratório.
Quais são as potências do motor 1.5 TSI Evo2 e do motor elétrico nos T‑Roc e Taos híbridos?
O conjunto híbrido do T‑Roc e do Taos combina o motor 1.5 TSI Evo2 turbo flex, que entrega 150 cv e 25,5 kgfm, com um motor elétrico de 170 cv. A potência combinada foi indicada como 170 cv, e o torque total atinge 31,6 kgfm, configurando os dois SUVs como híbridos plenos com modos Serial e Paralelo.
Beatriz Farias