UTA — A agência enfrenta um momento de tensão que vai além de duas despedidas: a saída de Nikki Glaser e de Alex Cooper expôs uma sequência de perdas e uma tentativa frustrada de escala, deixando agentes e estúdios de olho no futuro da representação em Hollywood.
- Flash resumo: Perdas de clientes de alto perfil, fusão com The Team emperrada em julho e reforço em festival‑game para recuperar terreno.
Perdas recentes e o efeito nas mesas de negociação
A UTA perdeu nomes de destaque nos últimos anos, incluindo Nikki Glaser e Alex Cooper, além de clientes que saíram nos três anos anteriores, como Greta Gerwig, Ben Stiller, Kevin Hart e Judd Apatow.
A saída de Glaser para a WME ocorreu após a ampliação de seu perfil com o roast na Netflix em 2024 e a apresentação do Globo de Ouro em 2025; ela também passou boa parte do ano no set de “The Fifth Wheel” com Kim Kardashian. Já Cooper, alvo de atrito público com outra influenciadora ligada à agência, tende a migrar para a CAA com perspectivas de montar uma estrutura de produção própria.
“Não é bom. Mas é fatal? Não. Clientes vão e vêm.”
Fusão frustrada, respostas internas e pontos fortes remanescentes
Em julho, a UTA avaliou uma possível fusão com The Team (o antigo grupo Wasserman), mas as negociações não avançaram: a participação que estava à venda acabou nas mãos da Providence Equity Partners, encerrando a tentativa de aquisição.
Na frente interna, o CEO David Kramer reconheceu o impacto das perdas em reuniões com equipes, enquanto a agência reforça esforços de relacionamento, planejando maior presença em Veneza, Telluride, Toronto e na temporada de prêmios para promover diretores e talentos do seu elenco.
A UTA mantém pontos fortes claros: um catálogo de diretores em ascensão e a maior divisão de criadores digitais entre as agências, além de nomes de stand‑up e turnês em destaque que ainda compõem sua carteira.
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Perguntas Frequentes
Por que Nikki Glaser e Alex Cooper saíram da UTA?
A UTA perdeu Nikki Glaser para a WME e Alex Cooper caminha para a CAA, segundo o cenário informado. Glaser viu sua exposição crescer após o roast da Netflix em 2024 e por apresentar o Globo de Ouro em 2025; Cooper vinha em atrito público com outra figura ligada à agência, o que tornou a separação previsível.
A UTA corre risco de perder clientes‑chave como Timothée Chalamet?
O que aconteceu com a tentativa de fusão entre UTA e The Team?
UTA, em conversas durante julho, abriu a possibilidade de adquirir ou fundir com The Team, mas não chegou a um acordo com o acionista majoritário; a participação vinculada a Casey Wasserman acabou sendo assumida pela Providence Equity Partners, encerrando as tratativas de consolidação.
Como a UTA pretende responder às perdas de clientes agora?
UTA planeja intensificar o trabalho de presença e relacionamento: a agência já prepara um aumento no "ground game" em festivais como Veneza, Telluride e Toronto e ampliará a atuação durante a temporada de prêmios para promover clientes como Curry Barker, Jordan Firstman e outros nomes em seu roster.
Quais são os pontos fortes que ainda sustentam a UTA?
No núcleo da UTA, a agência mantém força na descoberta de cineastas e em creators digitais: o catálogo inclui nomes como Curry Barker e Chloe Domont, além de um departamento digital robusto e talentos de comédia de turnê, como Nate Bargatze e Matt Rife, que seguem movimentando receita e atenção.
Rafael Menezes
