Venice Immersive — a mostra de XR chega à sua décima edição com o foco voltado para o futuro: em vez de retrospectivas, a edição aposta em modelos de exibição coletivos e em hardware leve, como os óculos XREAL Aura, que podem redefinir como o público acessa experiências imersivas.
- Flash resumo: A décima edição reúne 30 projetos, amplia o papel do modelo location-based entertainment (LBE) e destaca o XREAL Aura como possível catalisador do próximo ciclo comercial.
LBE assume o protagonismo enquanto o mercado de headsets engatinha
A trajetória do XR desde um experimento em um recanto do Palazzo del Casinò até ocupar um pavilhão próprio em Veneza evidencia uma mudança estrutural: a adoção coletiva em espaços físicos cresceu na ausência do boom de headsets pessoais.
O modelo de location-based entertainment (LBE) se tornou a principal fonte de receita e sustentabilidade, com centros em escala especialmente na Ásia oferecendo experiências para grupos de 6 a centenas de pessoas. Projetos como “Amsterdam 1652: The Hands of the City” e “Everest: The First Ascent” exemplificam essa virada.
“O modelo location-based entertainment (LBE) agora conduz o mercado.”
Estrelas, financiamento híbrido e o papel do novo hardware
A seleção de 30 projetos inclui títulos com apelo de celebridade — obras ligadas a David Bowie, Daisy Ridley, Margot Robbie e Isabelle Huppert — e também iniciativas com apoio institucional, como o financiamento do Alfred P. Sloan Foundation para “Empire at Sea”.
Novos modelos de financiamento surgem com parcerias privadas que trazem distribuição e infraestrutura: plataformas de ticketing e marketing entram no jogo como investidores, enquanto fundos nacionais adaptam estruturas tradicionais de coprodução para XR.
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Perguntas Frequentes
O que exatamente é o Venice Immersive e por que a décima edição é relevante?
Venice Immersive é um festival de XR que chega à sua décima edição celebrando a maturação do setor; a edição incorpora 30 projetos na competição e prioriza a transição do formato experimental para modelos de exibição coletivos, sinalizando uma fase de consolidação comercial e institucional.
O que são os óculos XREAL Aura e qual papel eles têm nesta edição?
Os óculos XREAL Aura são um dispositivo AR, com tecnologia associada ao ecossistema Google, apresentados na mostra como uma alternativa leve aos headsets tradicionais; o festival montou um “petting zoo” de quatro dias para testes e já inclui experiências construídas especificamente para o aparelho.
Como o modelo LBE (location-based entertainment) está sendo aplicado nos projetos exibidos?
O modelo LBE, dominante no debate do Venice Immersive, implica experiências projetadas para espaços físicos coletivos; exemplos no festival incluem produções free-roam e multiplayer para museus e centros de patrimonio, capazes de receber desde grupos de seis pessoas até grandes audiências.
De onde vem o financiamento para essas produções de XR mostradas em Veneza?
O financiamento vem de uma mescla: fundos públicos nacionais, fundações como a Alfred P. Sloan Foundation e parcerias privadas com plataformas de ticketing e marketing, que às vezes investem em produção enquanto asseguram distribuição e venda de ingressos, como ocorre em alguns projetos citados.
Quais projetos e talentos de destaque aparecem na seleção deste ano?
A seleção inclui títulos ligados a nomes como David Bowie (no projeto sobre sua obra), Andy Serkis (“Nevatars” com Daisy Ridley), e Margot Robbie, além de documentários com cunho social como “Raj’in (We Shall Return)” e iniciativas apoiadas por instituições como o Smithsonian.
Mariana Costa
