Vidas Entrelaçadas — A nova produção dirigida por Alice Winocour destaca a atuação de Angelina Jolie como ponto alto, mas fracassa em transformar a ambição coral em narrativa coerente; o resultado é um filme visualmente cheio de momentos fortes e, ao mesmo tempo, emocionalmente raso, que corre o risco de ser rapidamente esquecido.
Três trajetórias que não se encontram
O roteiro constrói três vias narrativas paralelas — a de Maxine, uma diretora de cinema que enfrenta um câncer; a de uma modelo iniciante; e a de uma maquiadora com outra carreira —, mas falha ao equilibrar tempo e profundidade entre elas. A história de Maxine é a única que parece realmente concluída.
Alice Winocour, que também assina o roteiro e já dirigiu Memórias de Paris, opta por dedicar atenção equivalente às três linhas, o que acaba tornando as duas últimas em episódios secundários: festas, ensaios e conversas que pouco avançam a tensão dramática.
"— inútil, mas necessária"
Onde o filme funciona — e onde deixa a desejar
Vidas Entrelaçadas rende-se às melhores cenas quando investe em vulnerabilidade: a sequência em que a personagem de Jolie limpa manchas no hospital cristaliza um conflito íntimo que o resto do filme evita explorar com a mesma coragem. A atriz, desde Eternos, demonstra escolhas de carreira precisas e entrega aqui momentos verdadeiramente tocantes.
Por outro lado, o clímax visual — um desfile final exuberante — acaba soando conquistado mais pela cenografia do que por uma construção dramática; o filme caminha num ritmo agradável, mas o tom vacilante e o final em aberto deixam a sensação de que faltou clareza de propósito. A nota dos usuários indica avaliação média de 3,0, refletindo essa divisão entre técnica e impacto.
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Perguntas Frequentes
O que é Vidas Entrelaçadas e quem está no elenco principal?
Vidas Entrelaçadas é um drama dirigido por Alice Winocour, lançado em 16 de abril de 2026, com duração de 1h44min. O filme tem Angelina Jolie no papel central de Maxine, acompanhado por Ella Rumpf e Anyier Anei, e propõe três histórias que se cruzam dentro do universo da moda e do cinema.
Por que a atuação de Angelina Jolie em Vidas Entrelaçadas é destaque?
A atuação de Angelina Jolie em Vidas Entrelaçadas se destaca pela intensidade e pela construção de vulnerabilidade: a personagem Maxine, uma diretora com câncer, ganha cenas memoráveis como a do hospital. Essa performance contrasta com o restante do filme, que muitas vezes privilegia a estética em detrimento do desenvolvimento dramático.
Quais são as críticas mais recorrentes sobre a narrativa de Vidas Entrelaçadas?
Vidas Entrelaçadas recebe críticas por sua falta de foco narrativo: a divisão em três tramas é considerada dispersiva e deixa duas histórias subdesenvolvidas, enquanto apenas a de Maxine aparece relativamente concluída. O desfecho aberto e o tom confuso também são apontados como fatores que enfraquecem o impacto geral.
Marcos Antonio