Volvo — A montadora mantém um boneco de alce de grande porte para simular cenários em que o corpo do animal atravessa o capô e atinge o para-brisa, um risco que estruturas comuns de carro precisam mitigar para proteger ocupantes.
Por que o ensaio com alce é crucial para a segurança
Alces pesam entre aproximadamente 300 e 800 kg, o que torna o impacto do corpo — não das pernas — o principal vetor de risco em colisões com esses animais. A parte superior do corpo pode passar sobre o capô e atingir o para-brisa, a moldura superior e as colunas dianteiras.
Ao focar nessas regiões estruturais, a Volvo busca evitar que a energia do impacto alcance a cabine, reduzindo o risco de ferimentos graves para quem está no veículo.
O boneco oficial utilizado para reproduzir um alce pesa aproximadamente 360 kg e foi desenvolvido pelo Swedish National Road and Transport Research Institute.
Como os testes são feitos e o contexto histórico
O uso do boneco integra uma tradição sueca de pesquisa criada para estudar os riscos de animais grandes nas estradas; trabalhos sobre o tema remontam ao projeto liderado por Nils Bohlin e ganharam continuidade a partir dos anos 1980. O ensaio complementa o chamado teste do alce, padronizado na década de 1970.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →O teste do alce padronizado utiliza cones para forçar uma manobra evasiva e é realizado em superfície seca a aproximadamente 72 km/h, avaliando estabilidade e resposta da direção. O boneco permite analisar o que ocorre quando essa manobra não é completada e o animal é atingido diretamente.
Existem provavelmente apenas duas unidades desse boneco especializado, dado o custo e a complexidade de desenvolvimento. Outros fabricantes, como a Saab, também realizaram estudos semelhantes antes de encerrar operações como montadora.
Tecnologias modernas tentam reduzir colisões por detecção precoce — sensores e sistemas de segurança conectada podem alertar motoristas e enviar avisos em nuvem para veículos próximos —, porém baixa iluminação e a camuflagem natural dos animais ainda limitam a eficácia das câmeras e radares.
Casos internacionais mostram a dimensão do problema: na Austrália, por exemplo, cangurus são responsáveis por cerca de 20.000 colisões por ano, o que também motivou o uso de dummies específicos em estudos locais.
O que você acha? Você confia mais em carros que passam por esse tipo de ensaio de impacto com animais? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Para que serve o boneco de alce usado pela Volvo nos testes de colisão?
O boneco de alce da Volvo serve para reproduzir o impacto do corpo de um alce sobre o capô e o para-brisa, avaliando o risco às colunas dianteiras e à moldura superior. Com peso aproximado de 360 kg, o equipamento permite medir como a energia do choque pode atingir a cabine e orientar reforços estruturais.
Como a Volvo integra esses ensaios ao histórico de segurança da marca?
A Volvo integra os testes com boneco ao legado de pesquisa iniciado por Nils Bohlin, mantendo práticas que evoluíram desde os anos 1980. O método complementa o teste do alce padronizado na década de 1970 e ajuda a traduzir cenários reais de fauna em modificações de projeto e protocolos de segurança.
Os sistemas de detecção não evitam esses acidentes?
A Volvo aponta que sistemas de detecção e segurança conectada reduzem risco, mas a detecção ainda é dificultada por pouca iluminação e pela camuflagem dos alces. Além disso, animais de 300 a 800 kg podem provocar impactos que sensores não conseguem neutralizar antes da colisão, justificando os testes físicos com dummies.
Vinicius Balbino