Whoop — a avaliação acima de US$10 bilhões e seu modelo de assinatura expuseram um espaço competitivo que fez Google, Garmin, Oura e até Apple revisitar a ideia de wearables sem tela em 2026, com propostas que privilegiam conforto, bateria e coleta passiva de dados em vez de um display no pulso.
Por que as empresas estão trocando a tela por discrição
A adoção de dispositivos sem tela responde menos à falha dos smartwatches e mais à fadiga de notificações e ao desejo por menor visibilidade de tecnologia no corpo. Bandas e anéis oferecem uma estética discreta e comunicam um uso mais focado em saúde do que em interação constante.
Além do apelo visual, a proposta vem com vantagens práticas: dispositivos como o Fitbit Air e o Garmin Cirqa surgem como alternativas que não exigem assinatura anual alta, contrastando com modelos baseados em cobrança recorrente que podem chegar a preços equivalentes a US$199 por ano.
“Não houve uma mudança significativa na qualidade dos sensores nos últimos anos, em grande parte porque miniaturizar novos tipos de sensores é caro e poucas categorias alcançaram produção em massa”, afirmou Jitesh Ubrani, diretor de rastreamento de dispositivos da IDC.
Tecnologia, bateria e a volta de ideias simples
O avanço real por trás da tendência está na miniaturização dos sensores já consolidados — acelerômetros e sensores PPG para frequência cardíaca, SpO2 e respiração — e na evolução dos algoritmos que interpretam esses sinais. Isso permite que anéis e bandas entreguem informações comparáveis às de smartwatches sem a necessidade de tela.
Há também ganho de autonomia: o Oura Ring 5 alcança cerca de uma semana de bateria, enquanto relógios com display continuam a exigir recargas diárias ou quase diárias — a Apple Watch Series 11, por exemplo, dura pouco mais de um dia. Historicamente, essa volta à simplicidade lembra o Jawbone Up (2011), o Nike+ FuelBand (2012) e o Fitbit Flex (2013), mas agora com sensores e algoritmos muito mais refinados.
O que você acha? Você já pensou em trocar um smartwatch por um anel ou banda para priorizar sono e bem-estar? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Como o Whoop, avaliada em US$10 bilhões, influenciou a chegada de produtos como Fitbit Air e Garmin Cirqa?
Whoop, avaliada em mais de US$10 bilhões em março de 2026, mostrou que há mercado disposto a pagar por monitoramento sério de saúde, ainda que com assinatura. Isso estimulou lançamentos — Fitbit Air em maio e Garmin Cirqa em julho — que oferecem coleta passiva de dados sem a mesma dependência de displays ou assinaturas obrigatórias.
Quais são as vantagens de um Oura Ring 5 ou Whoop sem tela em comparação com um smartwatch?
O Oura Ring 5 oferece cerca de uma semana de bateria, enquanto um Apple Watch Series 11 dura pouco mais de um dia; essa diferença torna anéis e bandas mais convenientes para uso contínuo e durante o sono, além de serem menos intrusivos visualmente, preservando conforto e adesão ao monitoramento noturno.
Que sensores e melhorias tornam os wearables sem tela efetivos hoje?
Wearables sem tela utilizam sensores miniaturizados como acelerômetros e PPG para medir passos, batimentos, SpO2 e respiração, apoiados por algoritmos e machine learning que melhoram a acurácia. Recursos como notificações de apneia do sono introduzidas com o Apple Watch Series 10 mostram ganhos de software além do hardware básico.
Mariana Costa