Yellow Chrysanthemum — o primeiro longa-metragem do diretor nipo-brasileiro André Hayato Saito chega ao mercado de gap-financing de Tóquio com a meta clara de fechar uma lacuna orçamentária que impede a realização de cenas-chave e a circulação do filme na Ásia. A urgência financeira vem acompanhada de uma aposta editorial: retratar o silêncio familiar sobre a perda sem soluções fáceis.
Um drama sobre silêncio, perda e pertença em plena Copa
O enredo de Yellow Chrysanthemum se passa em São Paulo, em julho de 2014, e acompanha Erika, uma jovem de 16 anos terceira geração nipo-brasileira que se sente deslocada no próprio país. A narrativa foca na relação dela com Bianca, colega de classe que vive o luto aberto pela morte da mãe, e que ajuda a trazer à tona um trauma antigo: o desaparecimento do primo Yam durante um festival na Liberdade.
O contraste entre o barulho coletivo da Copa e a retenção íntima do sofrimento é o motor dramático do filme. A trama explora como o silêncio familiar pode ser expressão de cuidado e, ao mesmo tempo, uma forma de ocultar feridas que impedem o confronto e a cura.
"Lembro vividamente de ser um menino, sentado no banheiro com meu pai, quando de repente perguntei a ele para onde vamos depois que morremos. Ele fez uma pausa por um momento e respondeu com um silêncio longo e profundo." — André Hayato Saito
Do circuito de laboratórios à busca por parceiros na Ásia
O projeto de Yellow Chrysanthemum chegou ao Tokyo Gap-Financing Market depois de anos de desenvolvimento e passagem por programas internacionais: venceu o TorinoFilmLab Production Award e foi selecionado para o Focus Copro em Cannes. A equipe está em pré-produção e quer usar o mercado em Tóquio para conectar com produtores, distribuidores e sales agents na Ásia.
Hawaii Five-O: Destin Daniel Cretton vai dirigir o filme
Onde assistir e detalhes →
Engin Akyürek nega estar casado após sucesso de Meu Nome é Farah
Onde assistir e detalhes →
VisionQuest: criador nega que Billy Maximoff seja o Cliente misterioso
Onde assistir e detalhes →
Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →O filme é uma coprodução entre Brasil, Japão, Alemanha e França, com produção da MyMama Entertainment, liderada por Mayra Faour Auad, e parcerias com One Two Films, Loaded Films e Blue Monday. A produtora também trabalhou no curta “Amarela”, parte de uma trilogia que passou por Cannes e pela lista de pré-selecionados ao Oscar de curta-metragem.
A equipe planeja filmar uma sequência importante durante uma cerimônia tradicional de Toro Nagashi no Brasil em novembro deste ano, parte do esforço para preservar a autenticidade da cena e para atrair público japonês interessado nas raízes nipo-brasileiras da história.
Foto: Divulgação
O que você acha? Você acha que Yellow Chrysanthemum vai encontrar público no Japão? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Do que trata Yellow Chrysanthemum e quem é a protagonista?
Yellow Chrysanthemum é um drama centrado em Erika, uma adolescente nipo-brasileira de 16 anos, e em como um desaparecimento na família moldou décadas de silêncio. A história se passa em São Paulo durante a Copa de 2014 e aborda luto, identidade e o choque entre expressões públicas de celebração e feridas privadas.
Quando e onde a equipe de Yellow Chrysanthemum pretende filmar a sequência do Toro Nagashi?
A equipe de Yellow Chrysanthemum pretende filmar a sequência do Toro Nagashi no Brasil em novembro deste ano, como parte da pré-produção em curso. O projeto foi apresentado ao Tokyo Gap-Financing Market para tentar fechar o gap de financiamento que falta para concluir as filmagens e viabilizar distribuição na Ásia.
Quem produz Yellow Chrysanthemum e quais países participam da coprodução?
Yellow Chrysanthemum é produzido pela MyMama Entertainment, com Mayra Faour Auad à frente, e tem coprodução com One Two Films, Loaded Films e Blue Monday. A coprodução envolve Brasil, Japão, Alemanha e França, e o projeto já passou por TorinoFilmLab, onde ganhou o Production Award, e por Focus Copro em Cannes.
Rafael Menezes