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Zeze Takahisa defende roteiros originais em masterclass de Tóquio

Resumo

No Tokyo International Film Festival, durante a programação Tokyo Talk em Tokyo Midtown Hibiya, o diretor Zeze Takahisa — responsável pelo filme de abertura "Sukiyaki" — explicou sua trajetória desde os pink films até obras longas como "Heaven’s Story" e criticou a dependência da indústria por material de origem, defendendo que roteiros originais têm força única.

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Zeze Takahisa defende roteiros originais em masterclass de Tóquio
Foto: Divulgação
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Zeze Takahisa — em masterclass lotada na programação Tokyo Talk do Tokyo International Film Festival, o diretor responsável pela abertura "Sukiyaki" colocou na frente uma defesa clara dos roteiros originais e traçou como sua formação nos pink films moldou escolhas estéticas e temáticas ao longo da carreira.

Como os pink films moldaram a voz de Zeze

Zeze explicou que sua entrada na indústria começou em 1986, quando se juntou a uma produtora de pink films como assistente de direção. Esse ambiente, que exigia cenas eróticas regulares e era voltado principalmente a plateias masculinas, forçou soluções narrativas horizontais e ritmo próprio.

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O diretor fez sua estreia em 1989 com "Extracurricular Activity: Rape", obra que lhe rendeu o prêmio Pink Grand Prix de Melhor Diretor Estreante. Nos anos seguintes, ele foi identificado ao lado de Sano Kazuhiro, Sato Toshiki e Sato Hisayasu como parte do grupo apelidado de "Quatro Reis Celestiais do Pink".

"Então eu sinto que perseguir conceitos originais e fazer filmes originais é incrivelmente importante agora."

Transição ao mainstream e defesa do original

Zeze alternou entre os pink films e o mainstream: em 1997 fez a estreia nacional no cinema comercial com o terror teen "Kokkuri-san", e em 2010 assinou "Heaven’s Story", um drama de vingança de 278 minutos exibido na seção Forum de Berlim e vencedor do prêmio FIPRESCI.

Apesar de ter dirigido adaptações de sucesso — como os dois capítulos do suspense "64" em 2016, baseado em bestseller — ele destacou que o mercado tende a privilegiar projetos com material pré-existente. Para Zeze, essa aposta nas adaptações empobrece a diversidade de vozes e reduz a chance de obras originais se destacarem.

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O que você acha? Você concorda que o cinema deve priorizar roteiros originais em vez de adaptações? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

Foto: Divulgação

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Perguntas Frequentes

O que Zeze Takahisa disse na masterclass do Tokyo International Film Festival sobre sua obra?

Zeze Takahisa afirmou na masterclass durante o Tokyo International Film Festival que valoriza projetos originais e relacionou essa postura à liberdade criativa que experimentou nos pink films; ele citou sua trajetória desde a estreia de 1989 com "Extracurricular Activity: Rape" até a ambiciosa "Heaven’s Story", de 2010, exibida em Berlim.

Qual é a formação e a carreira inicial de Zeze Takahisa antes do sucesso internacional?

Zeze Takahisa nasceu em 1960 na província de Oita e entrou na cena cinematográfica em 1986 como assistente em filmes pink; sua estreia como diretor veio em 1989 e o colocou entre os chamados "Quatro Reis Celestiais do Pink" ao lado de Sano Kazuhiro, Sato Toshiki e Sato Hisayasu, grupo que ganhou circulação em mostras internacionais.

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Por que Zeze critica a preferência da indústria por adaptações?

Zeze Takahisa criticou a dependência do mercado por material de origem ao afirmar que a indústria acredita que adaptar obras vendáveis é a rota segura; ele lembrou que, apesar de ter dirigido a adaptação "64" em 2016, acredita que os filmes originais têm uma força singular e oferecem narrativas mais arriscadas e inventivas.

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POR Thiago Nogueira
Thiago Nogueira

Redação e cobertura geral | Thiago Nogueira faz parte da equipe de redação do Diário da Mídia, cobrindo atualidades, cultura pop e temas de interesse geral. Produz matérias informativas com linguagem acessível e direta.

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