Zuenir Ventura — a morte do jornalista e escritor resgata a dimensão de seu trabalho como registrador de momentos políticos e sociais do país. Conhecido por revisitar 1968 e por um jornalismo que transitava entre redação e literatura, Ventura deixou a carreira marcada por prêmios e livros que viraram referência na memória coletiva.
Carreira multifacetada e trajetórias iniciais
Zuenir começou a vida profissional em empregos modestos — pintor, faxineiro, contínuo de banco e balconista — antes de cursar Letras Neolatinas na então Faculdade Nacional de Filosofia, atual UFRJ. A entrada no jornalismo ocorreu no arquivo da Tribuna da Imprensa; dali seguiu para veículos como Correio da Manhã, O Cruzeiro, Visão, Veja, IstoÉ, Jornal do Brasil e, por anos, O Globo.
Ao longo de mais de seis décadas, Zuenir somou reportagens e livros-reportagem que documentaram rupturas e tensões sociais. A minissérie inspirada por uma de suas obras, exibida pela Globo, é um exemplo de como sua produção atravessou mídia e cultura.
A morte foi comunicada pela família e confirmada pela Academia Brasileira de Letras (ABL); a causa não foi divulgada.
Obras emblemáticas e reconhecimento
Entre os títulos mais lembrados está 1968: O Ano que Não Terminou, em que Zuenir revisitou o movimento estudantil, a repressão e o endurecimento da ditadura após o AI-5. A obra contribuiu para a compreensão daquele período e inspirou adaptações televisivas.
BYD Dolphin Mini: GS tem 56 km a mais de autonomia
Leia a matéria completa →
Apple Music Hall abre com sistema de 48 alto‑falantes
Leia a matéria completa →
PlayStation Store: Tekken 8 por R$156,69 e descontos de até 90%
Leia a matéria completa →
Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Outra obra de destaque é Cidade Partida, dedicada à violência, desigualdade e às divisões do Rio de Janeiro, trabalho que rendeu a Zuenir o Prêmio Jabuti de Reportagem. Esses livros consolidaram sua atuação entre redação e literatura, com reflexos na memória pública.
O que você acha? Qual o legado de Zuenir Ventura para o jornalismo brasileiro? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Quando e onde Zuenir Ventura nasceu e quando ocorreu o falecimento?
Zuenir Ventura nasceu em Além Paraíba, Minas Gerais, em 1º de junho de 1931 e morreu nesta terça-feira (22/9), aos 95 anos. A informação do falecimento foi comunicada pela família e confirmada pela Academia Brasileira de Letras, embora a causa não tenha sido divulgada.
Quais obras marcaram a trajetória de Zuenir Ventura e que prêmios ele recebeu?
Zuenir Ventura é autor de 1968: O Ano que Não Terminou e de Cidade Partida; a obra sobre 1968 revisita o período do AI-5 e inspirou uma minissérie, enquanto Cidade Partida rendeu a ele o Prêmio Jabuti de Reportagem por analisar violência e desigualdade no Rio de Janeiro.
Como foi a trajetória de Zuenir Ventura na imprensa brasileira?
Zuenir Ventura iniciou no arquivo da Tribuna da Imprensa e passou por Correio da Manhã, O Cruzeiro, Visão, Veja, IstoÉ, Jornal do Brasil e O Globo ao longo de mais de seis décadas. Formado em Letras Neolatinas pela então Faculdade Nacional de Filosofia (atual UFRJ), transitou entre reportagem e literatura.
Thiago Nogueira