Changan Hunter K70 — a nova picape aposta na mudança de filosofia mecânica da família de veículos que deu origem a modelos vendidos no Brasil, trocando o turbodiesel por uma solução híbrida plug-in com tração elétrica integral e maior potência combinada.
Arquitetura e desempenho: motor a gasolina vira gerador
A versão híbrida da Changan Hunter K70 usa um motor 2.0 turbo a gasolina de 190 cv cuja função é gerar energia para a bateria, não acionar as rodas diretamente. Essa bateria alimenta dois motores elétricos, dispostos um em cada eixo, produzindo respostas rápidas nas saídas e retomadas.
Os motores elétricos entregam cerca de 150 cv no eixo dianteiro e 204 cv no traseiro; juntos chegam a 354 cv e 56,1 kgfm de torque. Quando a carga da bateria diminui, o motor a gasolina passa a atuar como gerador para ampliar a autonomia, mantendo os elétricos como responsáveis pela tração.
O funcionamento se assemelha ao sistema REEV conhecido por extensor de autonomia, sendo classificado fora da China como híbrido plug-in; a solução prioriza eficiência operacional sem depender exclusivamente de recargas externas.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Na versão híbrida, a picape combina um motor 2.0 turbo de 190 cv que gera energia e dois motores elétricos que somam 354 cv e 56,1 kgfm.
Design, aptidão off-road e relação com Titano e Dakota
A Changan Hunter K70 chega com pacote visual voltado ao uso fora de estrada: pneus de uso misto em rodas de 17 polegadas, distância livre do solo de 24,5 cm, para-choques mais volumosos, caixas de roda alargadas e proteções escuras. A tampa da caçamba tem abertura em partes e o exemplar exibido inclui engate para reboque; capacidades de carga e tração não foram divulgadas.
Essa picape compartilha a mesma origem estrutural que serviu de base para a Fiat Titano e a Ram Dakota, ambas produzidas na Argentina a partir de um projeto nascido na China; a mesma arquitetura também foi usada na Peugeot Landtrek antes da adoção pelas marcas brasileiras. Ainda assim, a Hunter K70 não deve ser confundida com a JAC Hunter vendida no Brasil.
Em comparação direta com Titano e Dakota, que usam motor 2.2 turbodiesel de 200 cv e 45,9 kgfm ligado a câmbio automático de oito marchas, a K70 registra 154 cv a mais e maior torque, além da resposta imediata da propulsão elétrica. Até agora, a Stellantis não confirmou planos de levar esse sistema híbrido às picapes fabricadas para o mercado brasileiro, e qualquer integração com tecnologias de terceiros, como soluções da Leapmotor, não representa uma decisão anunciada.
O que você acha? Você já imaginava essa virada para híbridos nessa família de picapes? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Qual é o conjunto de propulsão da Changan Hunter K70 e quanto ele rende em potência?
A Changan Hunter K70 combina um motor 2.0 turbo a gasolina de 190 cv, que funciona como gerador, com duas máquinas elétricas — 150 cv na dianteira e 204 cv na traseira — totalizando 354 cv e 56,1 kgfm de torque, segundo as especificações apresentadas pela fabricante.
Quando e onde a Changan Hunter K70 será lançada?
A Changan Hunter K70 estreia no mercado chinês em 23 de outubro, chegando com acabamento e kit para uso fora de estrada, incluindo rodas de 17 polegadas e 24,5 cm de distância livre do solo, além de detalhes visuais como para-choques maiores e caixas de roda alargadas.
Como a Changan Hunter K70 se relaciona com Fiat Titano e Ram Dakota e o que muda para o Brasil?
A Changan Hunter K70 compartilha a mesma origem estrutural que originou a Fiat Titano e a Ram Dakota, produzidas na Argentina; contudo, enquanto Titano e Dakota usam motor 2.2 turbodiesel de 200 cv e 45,9 kgfm, a K70 adota solução híbrida com 354 cv. Até o momento, não há confirmação de que esse sistema será adotado para as picapes da família no Brasil.
Gloria Maria