Apple — A balança de poder entre a gigante dos iPhones e os fabricantes de memória mudou: a pressão de grandes compradores de data centers e uma oferta apertada transformaram fornecedores que antes aceitavam condições duras em agentes que agora repassam custo e ditam preço, com efeito direto sobre produtos e margens da Apple.
Como a escassez virou vantagem para fornecedores
A corrida por armazenamento impulsionada por empresas de IA aumentou a demanda por flash e memória, reduzindo a capacidade de negociação da Apple. Estudos do setor mostram que, há alguns anos, a Apple comprava quase o dobro do flash de Microsoft, Amazon, Meta e Google somados; hoje os hyperscalers têm fatia maior do mercado.
Com menos oferta disponível, fornecedores com capacidade livre passaram a priorizar clientes dispostos a pagar mais, deixando compradores tradicionais em posição vulnerável. Nomes envolvidos nessa cadeia, como Kioxia (anteriormente Toshiba Memory), surgem no centro dessa nova dinâmica.
"Após encomendar flash a preços de pechincha, a Apple às vezes recusava entregas quando os preços caíam", dizia o relato que detalha as táticas de negociação do passado.
Consequências visíveis: preços ao consumidor e margens menores
O efeito mais imediato chegou ao bolso do consumidor: a Apple aumentou preços em mais de uma dezena de produtos, incluindo iPhone, iPad, Mac, HomePod e Apple TV, justificando os ajustes pela escassez de chips de memória.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Além dos repasses, as contas internas mudaram. Estimativas do setor apontam que a margem bruta obtida pela Apple em upgrades de armazenamento caiu significativamente — por exemplo, o lucro estimado ao vender o upgrade de 256GB para 512GB no iPhone 18 Pro foi estimado em US$134, ante US$185 no modelo anterior — um sinal claro de pressão sobre rentabilidade.
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Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
Por que a Apple passou a repassar aumentos aos consumidores?
A Apple passou a repassar aumentos aos consumidores porque a escassez de memória elevou custos de produção; a alta foi aplicada a iPhones, iPads, Macs, HomePods e Apple TV, segundo apuração desta semana. Fabricantes de memória priorizaram clientes dispostos a pagar mais, reduzindo a margem de manobra para redução de preços.
Quanto a margem em upgrades do iPhone mudou na prática?
As estimativas do setor indicam que a margem bruta por upgrade de armazenamento da Apple caiu: no caso do iPhone 18 Pro, o lucro estimado ao vender o upgrade de 256GB para 512GB foi calculado em US$134, contra US$185 no iPhone 17 Pro — uma redução clara que reflete custos maiores de memória.
Por quanto tempo a escassez de memória deve afetar o mercado?
O cenário de oferta segue desafiador: fabricantes de memória projetaram que a escassez de chips pode persistir até 2030, o que sugere que a dinâmica atual — com fornecedores em posição de vantagem e preços pressionados — pode permanecer por vários anos, influenciando custos e negociações.
Dimitri Lares