Carros elétricos — a leitura dos registros do MOT no Reino Unido revela uma vantagem clara dos veículos elétricos na inspeção técnica em altas quilometragens, mas também traz sinais de alerta específicos para quem pensa em comprar um exemplar muito rodado.
Dados que mudam a percepção em alta quilometragem
A análise sobre 47,4 milhões de registros do MOT mostra que, acima de aproximadamente 193 mil km, 16% dos carros elétricos reprovaram na inspeção, contra 23,5% dos veículos a gasolina — uma diferença que representa cerca de 47% a mais de reprovação para os modelos a combustão.
Essa vantagem dos elétricos não é linear: nos veículos com baixa quilometragem as taxas de reprovação ficam próximas, e a diferença começa a crescer após cerca de 64 mil km. Nos primeiros anos, os EVs podem até apresentar mais problemas, em parte porque costumam acumular mais quilômetros por ano.
Acima de aproximadamente 193 mil km, 16% dos carros elétricos reprovaram no MOT, ante 23,5% dos carros a gasolina.
Peças, desgaste e limites da inspeção
O levantamento separa o desempenho por sistemas: a frenagem costuma favorecer os elétricos por conta da regeneração, reduzindo o uso das pastilhas; na suspensão, os EVs também mostraram menos problemas em todas as faixas de quilometragem, apesar do peso adicional das baterias.
Mac mini: SSD soldado e 256GB tem velocidade pela
Leia a matéria completa →
A Fazenda: Ana Bruna Ávila pede término por ligação ao ex-marido
Veja o que rolou →
BYD Dolphin Mini: GS tem 56 km a mais de autonomia
Leia a matéria completa →
Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Por outro lado, os pneus sofrem mais desgaste em elétricos, especialmente nas versões elétricas de modelos originalmente concebidos para motor a combustão. O estudo cita comparações onde o VW Golf elétrico teve desgaste de pneus superior ao do BMW i3, projetado desde o início como EV.
Há exceções pontuais: entre elétricos com mais de dez anos, a vantagem nos freios pode se inverter — possivelmente pela corrosão associada ao pouco uso dos componentes convencionais. Para veículos comerciais leves, a versão elétrica do Nissan NV200 superou a diesel em reprovações, com exceção do desgaste dos pneus.
Importante: o MOT não mede a saúde da bateria. Uma pesquisa complementar da AVILOO, com mais de 500 mil testes de bateria, mostrou resultados variados após cerca de 150 mil km, com vários modelos ainda mantendo acima de 90% da capacidade original.
O que você acha? Você já considerou comprar um carro elétrico usado com alta quilometragem? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Carros elétricos usados: qual é a taxa de reprovação acima de 193 mil km no MOT?
Carros elétricos usados registraram 16% de reprovação no MOT acima de aproximadamente 193 mil km, segundo a análise dos 47,4 milhões de registros. Em comparação, veículos a gasolina tiveram 23,5% de reprovação nessa faixa, o que representa uma diferença de 47% a mais para os modelos a combustão.
Quais componentes apresentam melhores ou piores resultados em carros elétricos com muitos quilômetros?
Carros elétricos mostram menos problemas na suspensão e, em geral, nos sistemas de freio graças à frenagem regenerativa, mas os pneus tendem a desgastar mais, sobretudo em versões elétricas de modelos originalmente a combustão. Entre elétricos com mais de dez anos, a vantagem nos freios pode reverter por corrosão.
O MOT informa sobre a condição da bateria de um carro elétrico usado?
O MOT não avalia a saúde da bateria, que é decisiva na compra de um EV. Estudos complementares, como testes da AVILOO em mais de 500 mil baterias, indicam resultados variados após cerca de 150 mil km, com vários modelos mantendo acima de 90% de capacidade — mas isso só aparece em diagnósticos específicos.
Mariana Costa