CXMT — a fabricante chinesa de memória está abrindo mão de negócios lucrativos no exterior, incluindo uma oferta da Apple, para priorizar clientes domésticos enquanto persegue a autossuficiência em DRAM. A decisão tem impacto direto na cadeia global de memória e sinaliza uma estratégia que coloca a demanda interna acima de contratos com gigantes internacionais.
Recuo de parcerias internacionais e foco no mercado chinês
Em vez de aceitar cotações de empresas estrangeiras, a CXMT optou por atender primeiro parceiros locais, rejeitando tanto uma proposta da Apple quanto uma solicitação de um fabricante taiwanês de servidores que precisava de chips DDR5.
A postura também aparece em contratos já fechados: a CXMT forneceu LPDDR6 para a Xiaomi, integrados ao SoC XRING 03, mostrando capacidade técnica nas categorias de memória móvel, mas com prioridade de atendimento concentrada na China.
A CXMT planeja aumentar a produção em cerca de 100.000 wafers de DRAM por mês dentro de um ano, mas ainda tem de resolver gargalos técnicos em HBM para alcançar tecnologia competitiva.
Limitações técnicas e barreiras externas
A evolução da CXMT em memória de alta largura de banda (HBM) é o ponto fraco: relatos indicam redução de estoque em 25% por problemas de rendimento, e testes finais de HBM3 mostraram falhas em escala — perto de 80 em cada 100 chips em alguns lotes.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Além das dificuldades internas de processo, a CXMT sofre com restrições de equipamentos avançados. Controles de exportação dos Estados Unidos têm limitado o acesso a ferramentas como máquinas EUV, essenciais para melhorar rendimento e embalagem, o que atrasa a convergência com líderes do setor.
Analistas apontam que, por mais que seja difícil, a estratégia de priorizar o mercado doméstico pode levar à independência gradual: atender fabricantes chineses localmente reduziria a dependência de memórias vindas de Samsung ou SK hynix para empresas como Huawei e Xiaomi.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
Por que a CXMT rejeitou a oferta da Apple e de outros clientes estrangeiros?
A CXMT rejeitou propostas de empresas estrangeiras, incluindo a Apple, para priorizar atendimentos ao mercado chinês enquanto busca autossuficiência em DRAM. A empresa já fornece LPDDR6 para a Xiaomi e planeja ampliar produção em cerca de 100.000 wafers por mês dentro de um ano, concentrando recursos na demanda doméstica.
Quais são os principais problemas técnicos que a CXMT enfrenta com HBM?
A CXMT enfrenta rendimentos baixos em HBM, tendo reduzido estoques em 25% por falhas de produção e reportado lotes com quase 80 em 100 HBM3 falhando em testes finais. Além disso, a empresa está duas gerações atrás dos líderes e encontra limitações de acesso a equipamentos avançados como máquinas EUV por controles de exportação.
Quanto tempo pode levar a CXMT para alcançar autossuficiência em DRAM na China?
A autossuficiência em DRAM para a China pode ser um processo longo: a CXMT pretende aumentar capacidade com cerca de 100.000 wafers mensais em até um ano, mas especialistas estimam que atender completamente a demanda doméstica e reduzir dependência externa pode levar cerca de uma década, dado o desafio de tecnologias como HBM.
Gloria Maria