Renato Ribeiro — Em participação no Rio2C, o diretor de conteúdo esportivo da Globo afirmou que a resistência do público a narradoras nas transmissões de futebol é fruto de preconceito e apontou o público feminino como a chave para recuperar audiência e faturamento.
- Flash resumo: Ribeirosalienta que a inclusão de mulheres nas transmissões da Globo é “um caminho sem volta” e uma decisão de negócios para atrair mais público.
Quando estratégia encontra resistência
Renato Ribeiro, que comanda o conteúdo esportivo da emissora há oito anos, explicou no painel que o futebol atingiu um “teto” de público na televisão. Para ele, conquistar novas camadas de público é necessário para retomar crescimento e receitas.
Na visão do executivo, a aposta passa por atrair torcedores que vão pagar ingresso, comprar camisa e consumir transmissões — e aí entram as mulheres como público estratégico.
“É como se o último bastião machista estivesse caíndo. É um caminho sem volta. O futebol não é só para homens. Isso vai além da misoginia, é um pouco de burrice também”
Impacto prático e reação nas redes
Ribeiro disse que a presença de narradoras e comentaristas nas transmissões da Globo já provoca ataques misóginos nas redes sociais. Segundo ele, essas reações confirmam que a resistência tem raízes no preconceito e não na qualidade do trabalho.
O diretor foi claro ao admitir que a escolha por mais vozes femininas é também uma decisão de mercado: ampliar a base de torcedores ativos e consumidores, habituando o público a uma cobertura mais diversa.
Além de criticar a rejeição como “preconceito” e “machismo do futebol”, Ribeiro destacou que a estratégia da emissora visa disputar a atenção do público jovem e feminino para gerar receita. A transmissão dessas partidas segue sendo feita pela Globo.
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Gloria Maria
