Erika Hilton — A deputada federal acionou a Justiça de São Paulo para obrigar o SBT a conceder três minutos no Programa do Ratinho como direito de resposta a falas do apresentador, transformando um conflito midiático em disputa judicial com potencial impacto sobre a imagem do canal e do comunicador.
- Flash resumo: Erika Hilton pede três minutos no ar para rebater declarações de Ratinho; ação foi protocolada na segunda-feira (18) e o SBT diz não ter sido notificado.
O pedido e o argumento central
Segundo a ação, o pedido formal ao SBT foi encaminhado por Erika Hilton no dia 17 de março, uma semana após os comentários de Ratinho na TV.
No processo protocolado na segunda-feira (18), o advogado Flávio Siqueira Júnior afirma que a emissora não tomou providências efetivas para garantir o direito de resposta solicitado, limitando-se a uma manifestação genérica.
“A liberdade de expressão não é absoluta. Quando alguém usa a televisão para negar quem nós somos, isso não é apenas opinião”
Reação do SBT, posicionamento de Ratinho e desdobramentos
Procurado pela Folha de S.Paulo, o SBT declarou não ter sido notificado oficialmente sobre a ação até o momento. A assessoria de Ratinho afirmou que o apresentador não comenta casos que tramitam na Justiça.
A ação também sustenta que o apresentador teria mantido declarações públicas sobre a parlamentar em entrevistas e redes sociais, e cita ainda a iniciativa de Ratinho em mover um processo por dano moral contra Erika Hilton na Justiça do Distrito Federal — um elemento que ampliou o embate jurídico entre as partes.
No pedido, a deputada se apoia na legislação que determina condições para que a réplica alcance o mesmo espaço do conteúdo original. A defensoría da parlamentar afirma que ela pretende gravar um vídeo com texto aprovado pela Justiça e com duração equivalente ao tempo usado por Ratinho nas falas contestadas.
O caso coloca em evidência o limite entre liberdade de expressão e responsabilidade editorial em programas de grande alcance, além de trazer à tona o papel das emissoras na gestão de conflitos públicos envolvendo figuras políticas e comunicadores. A disputa judicial deve definir se a réplica terá o mesmo alcance do programa em questão.
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Samuel Vitor
