Tokyo International Film Festival — A oficialização do selo "A‑list" pela FIAPF voltou ao centro do debate no 39º festival, com o presidente do júri, Rolf de Heer, minimizando o impacto prático do rótulo na programação e na experiência do público, mas reconhecendo seu peso na hora de atrair certas produções ao mercado de festivais.
O peso do selo A‑list
A FIAPF reformulou em março seu sistema de acreditação, reduzindo categorias a uma lista única com 17 festivais reconhecidos como "A‑list", entre eles Cannes, Berlim, Veneza, Toronto, Busan, Xangai, Cairo e Tóquio. Busan e Toronto figuram na lista pela primeira vez.
De Heer avaliou que o Festival de Tóquio já vinha sendo tratado como um festival de alto perfil por quem circula nesse circuito, de modo que a chancela formal não deveria alterar substancialmente a dinâmica interna do evento, embora possa facilitar a negociação por alguns títulos.
"Importa muito para algumas pessoas, e nada para outras. E assim deve ser."
Júri, disputas e coproduções em pauta
O painel presidencial comandado por Rolf de Heer trabalha com um júri de cinco membros que inclui a atriz japonesa Watanabe Makiko, o produtor Alex Lo, a produtora coreana Oh Jungwan e o colorista Yov Moor. O grupo terá a tarefa de escolher o Tokyo Grand Prix entre 15 filmes em competição.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →A produtora Oh Jungwan apontou que, como espectadora, não se guia por rótulos de acreditação ao escolher que filmes assistir, e enfatizou que a experiência do festival é o que importa para o público. Por sua vez, observou‑se que produtores internacionais estão cada vez mais buscando oportunidades de coprodução devido à redução de apoios locais.
De Heer também comentou sobre coproduções entre Austrália e Japão, destacando obstáculos práticos e sugerindo que parcerias só fazem sentido quando o roteiro exigir filmagens em ambos os países — condição que, segundo ele, é essencial para viabilizar projetos conjuntos.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
Como o Tokyo International Film Festival avaliou a nova 'A‑list' da FIAPF?
O Tokyo International Film Festival, por meio do presidente do júri Rolf de Heer, avaliou que a oficialização da "A‑list" pode ter utilidade para alguns agentes do setor, mas não altera fundamentalmente o caráter do evento; em março a FIAPF passou a listar 17 festivais com esse selo.
Quem integra o júri do Festival de Tóquio e quantos filmes competem pelo Grand Prix?
O júri do Festival de Tóquio é composto por cinco membros, incluindo Rolf de Heer, Watanabe Makiko, Alex Lo, Oh Jungwan e Yov Moor; esse painel vai escolher o Tokyo Grand Prix entre 15 títulos que concorrem oficialmente na mostra competitiva.
Que mudanças a reformulação da FIAPF trouxe para o circuito de festivais?
A reformulação da FIAPF, anunciada em março, extinguiu um sistema de quatro categorias e passou a reunir 17 eventos sob a etiqueta "A‑list", incluindo Cannes e Veneza; a medida formaliza uma hierarquia já usada informalmente pela indústria e pode favorecer a atração de filmes a festivais listados.
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Mariana Costa